Para escapar do ex-namorado inconveniente, Riley acaba entrando em um relacionamento de mentira com Natan, seu atual colega de trabalho (que ela odeia). Ela vai precisar equilibrar essa encenação com seu trabalho na luderia do pai e ainda desenvolver seu projeto secreto para restaurar o musical de primavera da sua escola. Mas claro, esse relacionamento de mentira vai acabar tomando um espaço em seu coração… será que Riley vai resistir aos encantamentos de um nerd?
sinopse:
Riley Morris é capaz de fazer qualquer coisa para alcançar seus objetivos ― até mesmo roubar o carro de sua mãe e dirigir para outra cidade sem carteira de motorista só para assistir a uma peça. Ela é apaixonada por teatro musical e seu maior sonho é se tornar uma grande diretora da Broadway, mas, para chegar lá, antes terá que salvar o musical da escola do limbo.
Só que isso se torna uma tarefa praticamente impossível quando o castigo por dirigir ilegalmente consiste em passar todo o seu tempo livre trabalhando na chata loja de jogos do pai.
Como se já não tivesse coisas demais com o que se preocupar, Riley ainda toma a impulsiva decisão de cantar vantagem para o ex fingindo que está saindo com Nathan, seu rabugento mas igualmente adorável colega de trabalho.
Para convencer a todos de que estão realmente juntos e fazer ciúmes no crush de Nathan, Riley terá que entrar para o grupo de Dungeons & Dragons dele. Surpreendentemente, o jogo é até divertido. E, mais surpreendente ainda, flertar com Nathan não exige tanta atuação quanto ela esperava…
(retirado da amazon)

Expectativas
Conheci o livro através do instagram da editora pitaya. Os anúncios não paravam de aparecer para mim e até minhas amigas me enviaram o livro dizendo que é a minha cara. Elas não podiam estar mais certas: logo me reconheci na capa – meu primeiro encontro com meu namorado foi jogando RPG e desde então estamos sempre jogando juntos. Fiquei encantada com a expectativa de ler algo que combina tanto com a gente… ele sabia muito bem disso, já que me presenteou com o livro há dois meses atrás.
Eu imaginava que seria um livro leve e rapidinho de ler – bem o tipo de leitura para curar ressaca literária, sabe? E esse ano, com TCC e iniciação científica e tantas ansiedades tomando conta de mim, queria passar meu tempo lendo coisas leves, divertidas e rapidinhas – categoria que apelidei carinhosamente de “literatura tiktok”. Queria ficar viciada em um livro, sentir a tentação de ler de madrugada, perder o ponto do onibus só porque estava concentrada lendo.
A História
Riley é uma aluna do ensino médio apaixonada por musicais e teatro. É super criativa e colorida, está sempre vestindo roupas inusitadas (amei o estilo dela, muito diva) e tem uma melhor amiga super fofa. Riley fica de castigo depois de pegar o carro da mãe e dirigir até outra cidade para assistir a um musical junto a sua amiga (ela não tem carteira, e não pediu autorização para usar o carro). Agora, ela terá que passar todo seu tempo livre trabalhando na luderia do pai, com quem ela não tem uma boa relação desde antes do divórcio. Se isso não fosse ruim o bastante, ao voltar para a escola das férias, ela descobre que o musical de primavera havia sido cancelado – bem no ano em que ela pretendia se candidatar a dirigir a peça. E ainda, seu ex-namorado que se acha o pop star, debochou dela insinuando que ela não conseguiu encontrar outra pessoa desde que terminaram (ela realmente ainda estava solteira, mas não por não conseguir superar o ex).
E é por isso que ela acaba dizendo estar namorando o Natan – seu colega no novo trabalho. Eles se odeiam, mas ela acaba convencendo Natan a topar para fazer ciúme na garota que ele gosta, a Sofia. Cada um por seu motivo, os dois começam a “flertar de mentira” um com o outro e passam cada vez mais tempo juntos, incluindo a campanha de Dungeons and Dragons. Assim, eles acabam se aproximando mais e mais…
Em uma mistura de “fake dating” com “enemies to lovers”, esse casal tem muita química. Além de super fofinhos, em várias cenas das interações entre os dois é possível sentir o arrepio de estar se apaixonando e eu amei isso!
Uma subtrama que me chamou muita atenção foi a relação da protagonista com o pai. Eles acabam passando mais tempo juntos e desenvolvem um relacionamento verdadeiro e é muito lindo de se ver. O tema me tocou em especial, e me arrancou algumas lágrimas.

Pontos positivos, pontos negativos
A classificação etária é de 13 anos, o que acho bom. Em vários momentos pensei que teria aproveitado melhor se tivesse lido nessa idade – mas ainda assim gostei muito da leitura. Notei alguns problemas na narrativa, algumas coisas que poderiam ser melhor trabalhadas e algumas pontas soltas. Tentei me convencer que, se eu tivesse 13 anos, não perceberia – mas acredito verdadeiramente que foram sim falhas na qualidade da escrita. Independente do público alvo, esses erros não deveriam acontecer.
Esperava uma presença melhor do RPG de mesa na história. Queria me sentir jogando junto, mas isso não aconteceu. Fiquei pensando que seria muito legal usar a estratégia que muitos desenhos usam quando os personagens estão jogando RPG, que é literalmente entrar em um novo mundo de fantasia. Assim, teriamos duas histórias: uma acontecendo no mundo real e outra totalmente mágica onde Natan é um paladinho meio-elfo e Riley uma humana barda. Mas, de qualquer forma, foi legal imaginar os personagens rolando dados e montando estratégias para lidar com os ogros.
Outra coisa que foi deixada em aberto, é o motivo do divórcio dos pais da Riley. A relação entre pai e filha foi um dos principais temas trabalhados, e no início da história a mãe parece guardar rancor contra o pai – porque? A autora não conta para a gente. Na minha opinião, seria essencial saber o motivo para eu poder decidir se eu gostou ou não dele…
Esses pontos não estragaram minha experiência, mas achei importante trazer para vocês.

Kristy Boyce
Uma coisa que me deixou muito feliz em saber foi que a própria autora e sua melhor amiga conheceram seus respectivos maridos em uma campanha de RPG de mesa. Achei uma graça ela ter se inspirado na própria história para escrever esse livro e fiquei curiosa com outro título dela, o Dating and Dragons – mas esse ainda não veio para o Brasil.
Ah, e essa capa linda? Amei que eles dois estão vestidos como seus personagens do RPG!

Afinal, indico ou não?
Indico Dungeons and Drama para todas as leitoras que simpatizam com nerds e musicais, gostam de histórias de fake dating e buscam uma leitura divertida e rapidinha cheia de química romântica! Se ficou curiosa e quer adquirir o livro, use meu link da amazon, assim você me ajuda e o valor não muda em nada para você.
Agora me conta: você já leu? Pela resenha, acha que esse livro é para você?
