Tudo é mídia: entendendo o conceito de midiatização

Este artigo trata-se de um material de estudo que decidi compartilhar com vocês na esperança de me obrigar a articular as ideias e, no mais otimista dos casos, ajudar alguém no processo. Convido-o a usar o espaço dos comentários para discussão 🙂


Você já reparou o quanto nossas vidas estão ligadas aos diferentes meios de comunicação? Já estávamos muito próximos da TV desde a década de 70, com a programação da Rede Globo intimamente ligada às nossas rotinas. E, antes disso, o rádio falava em nossos ouvidos durante a Era Vargas, marcando gerações apaixonadas por radionovelas. Inclusive, você sabia que a primeira emissora de rádio oficial do Brasil foi criada para fins de educação e divulgação científica? Legal, né? A questão é que os meios de comunicação em massa tiveram impacto significante na humanidade desde a imprensa de Gutenberg passando pela do criação do orkut e atravessando os memes que você faz para enviar como figurinha do whatsapp no seu grupo de amigos. 

Recentemente, tenho estudado o conceito de midiatização: uma ideia que para mim ainda é abstrata, e pelo que venho visto, muitos autores trazem definições com nuances significativas entre si para a mesma palavra. Neste texto, pretendo explicar para vocês leitores (e consequentemente para mim mesma) a importância desse palavrão e, se tivermos sorte, ao fim desse exercício serei capaz de escolher minha abordagem favorita em meio a tantas teorias. 

Bom, vamos voltar ao começo. Se você está lendo isto é porque tem algum tipo de acesso à internet. Muito provavelmente também tem perfis nas redes sociais digitais (whatsapp? certamente. instagram? provavelmente. tiktok? eu diria que sim). Se é assim, sabe o quanto de coisa a gente faz através delas: interagimos com nossos amigos e influenciadores favoritos, conhecemos livros e filmes em alta, ouvimos 15 segundos de uma música chiclete através de uma nova trend, vemos um ou outro produto que nós PRECISAMOS PARA ONTEM (assim, com a urgência de um capslock desnecessário), e vez ou outra descobrimos raras coisas realmente interessantes. Se você tem um pequeno negócio, pode ser que use as redes para promovê-lo em busca de novos consumidores. Se você está procurando emprego, pode ser que use como portfólio ou até uma espécie de currículo. Ou, você pode usá-las só para se entreter e se conectar com pessoas e assuntos que você gosta. 

A real é que as redes sociais digitais são tão presentes que hoje não dá nem pra flertar (atividade até mais antiga quanto o guten-sei-lá-o-que do começo do texto) sem usar pelo menos o instagram. Não é bizarro pensar que estamos vendo notícias importantes, assistindo a copa, estudando, postando nossos photodump e flertando TUDO PELO MESMO LUGAR? Esse foi um grande salto da internet: transformar uma comunicação antes vertical em algo horizontal. Se antes, só o willian bonner e o silvio santos podiam hablar na mídia, hoje eu e você podemos pegar nossos smartphones a qualquer momento e MILITAR MUITO NO TUITER!!! Quase como eu tô fazendo aqui com esse textão. 

Claro, a internet não deu espaço para todo mundo de forma igualitária, e é bom lembrar que a desigualdade de acesso à internet é muito real. Mas é claramente um cenário diferente do que antes. Se, com a tv e o cinema, tínhamos celebridades distantes que vez ou outra davam entrevistas reveladoras à capricho, hoje sabemos mais sobre a vida dos influenciadores digitais do que sobre nossos próprios parentes. Essa nova profissão só encontrou terreno para existir depois da web 3.0, onde a horizontalidade se une com a interação em tempo real, ajudando a conferir intimidade e legitimidade ao influenciador. 

Tá, paramos de divagar agora. O que tudo isso tem a ver com midiatização? Oh, dear, TUDOH! 

Se tem uma coisa que todo mundo que já meteu a colher no tema “midiatização” concorda é que as mídias estão tão intimamente ligadas à sociedade contemporânea que é impossível estudar a sociedade sem falar em mídia. Se o boobie goodies foi o livro mais vendido de 2025, o labubu passou a ser item de desejo do brasileiro, e o morango do amor chegou tão longe como foi, devemos tudo isso aos stories da gênia midiatica Vírginia Fonseca. Um simples story da maior influenciadora do Brasil teve impacto profundo (ainda que efêmero, como tudo é hoje), nas livrarias, confeitarias e lojinhas da 25 de março. 

Acho que tem ficado cada vez mais claro para a gente a penetração do meio digital em diferentes esferas da nossa vida: relações interpessoais e profissionais, política, saúde, hábitos de consumo… Santella nos aponta como a homogeinização dos meios de comunicação em massa (tipo a tv ou o rádio), passa a ser um espaço muito segmentado, com circulação de um grande volume de informações ao mesmo tempo. Se antes todo mundo assistia a mesma novela, hoje em dia temos algo bem mais fragmentado: uns assistem dorama, outros só veem filmes estadunidentes, outros veem curtas cult e assim vai, em uma microsegementação infinita… 

Essa segmentação, que alguns autores chamam de bolhas virtuais, se intensifica com o que Shoshana Zuboff chamou de capitalismo dadocêntrico, onde nossas informações são capturadas sem que necessariamente estejamos conscientes, e esses dados são usados para conduzir nossos comportamentos. Os primeiros autores da teoria da comunicação já queriam descobrir como manipular a audiência. Se na teoria da agulha hipodermica achava-se que era só dizer “compre batom” e o ouvinte faria isso, hoje já sabemos o bastante para entender que não é bem assim… Mas, se você tiver dados o bastante sobre sua audiência para fazer uma publicidade mais direcionada, você vai ser bem mais persuasivo. 

Quem trouxe o termo midiatização para o Brasil foi Muniz Sodré. Ele vai ainda além do que Sandella e descreve midiatização como uma nova forma de ser e estar no mundo caracterizada por:

  •  “estetização da vida” (tudo tem que ser instagramável);
  • “ethos do desejo individual” que eu chamei de individualismo personalizado (seu feed é feito especialmente para você);
  • “submissão ao capital” (aceitamos que nossa atenção aos vídeos de tiktok dá lucro pra quem já era rico);
  • “mídia como estruturadora da percepção” (consumimos e experienciamos o mundo através do celular, o que fica ainda mais perigoso em tempos onde a inteligência artificial se mostra tão avançada);
  • “novas formas de sociabilização” (isso fica muito claro quando vemos os tais webnamoros); 
  • “nova condição antropológica” onde o celular (mas não só ele) passa a fazer parte do nosso corpo… quando foi a última vez que você deixou de levar seu smartphone ao banheiro? eca.

Gosto dessa definição de Muniz Sodré, ainda mais com a contribuição feita por Braga e Neto que me lembram muito da ideia dos memes (teoria pela qual sou apaixonada). Os autores destacam o conceito de circulação para pensar a midiatização, lembrando-nos que os processos de comunicação estão em constante dinâmica, um fluxo que cria e recria significados e conceitos. 

Acredito que, na prática, seja perceptível o quanto as novas tecnologias de comunicação (a internet e tudo que veio depois) impactam nossa vida e extrapolam o online. Perceber isso muitas vezes me traz inquietações, mas conhecer autores como estes (e outros) é para mim um afago, pois trazem palavras às minhas dores e me fazem sentir menos só. Espero que esse texto te ajude também. 


Como referência principal usei o texto de Vera V França, intitulado: Alcance e variações do conceito de midiatização. Disponível em: https://www.midiaticom.org/archives/redessociedadeepolis/30/. Acesso em 03/07. 

Agradeço a Alice Gatto por compartilhar comigo este artigo que está sendo essencial para compreender o conceito.

Ainda dá tempo: o guia prático para recalcular a rota dos seus objetivos

Você nem percebeu e metade do ano se foi… mas eu estou aqui para te lembrar disso. E como somos garotas organizadas, não vamos esperar até ouvirmos perguntar “então é natal, e o que você fez?” para só aí rever nossas metas… vamos fazer isso agorinha. 

Particularmente adoro esses fechamentos de inícios de ciclo para colocar intencionalidade no que faço e refletir sobre como meus caminhos estão (ou não) me levando a meus objetivos. Neste texto, vou te contar como faço para me reorganizar no meio do ano. Coloque suas meias favoritas, pegue uma xícara da bebida que preferir e faça a leitura (de preferência em uma tela grande). 

  1. Se organize para se organizar. 

Esse é o ponto zero da nossa tarefa, mas é importante não pular. Marque na agenda um dia onde você vai criar o projeto “organização semestral”. Ler esse artigo já é algo que vai contribuir para isso, mas existem outros passos a fazer, como separar sua agenda física e digital e estabelecer quão profunda vai ser sua organização. Quer apenas rever os objetivos anuais? Quer se debruçar sobre hábitos e vícios dos últimos meses? Vai olhar para quais áreas da sua vida? Definir tudo isso irá te ajudar nas próximas etapas e te dá clareza de quanto tempo separar para esse projeto. 

  1. Divisão da vida em áreas.

Somos um só, mas ainda assim temos interesses e atributos diversos. Eu por exemplo tenho minha dissertação, projetos como o Mendel Once Said, minha vida financeira, relacionamentos, saúde e etc. Talvez você já tenha feito essa divisão na virada do ano – pode aproveitar ela se fizer sentido para você. Tente pensar em áreas “invisíveis”, como a administração da sua casa. É o momento de refletir com quais coisas você investe seu tempo no dia a dia, e observar coisas que você gostaria de investir mas não consegue.

Manejando múltiplos interesses: 

Você já viu a trend de “personal curriculum” nas redes? A ideia é você fazer um plano de estudos do seu interesse com duração determinada. Eu gostei e já implementei por aqui levando em conta os períodos das estações do ano para montar meu estudo de espanhol. 

  1. Revisão dos objetivos

Se você está lendo esse texto, imagino que já é do seu interesse se manter organizada e focada em seus sonhos e projetos. Por isso, deduzo também que tem suas metas mais ou menos claras e pode até mesmo ter escrito elas em algum lugar na virada do ano. Ótimo, isso vai facilitar muito seu trabalho: basta agora reler e relembrar seus objetivos e avaliar o que tem feito para se aproximar dele. Quão perto você está do objetivo em comparação com o começo do ano? 

Não se sinta mal se algum de seus objetivos não faz mais sentido para você. Nem sempre conseguimos ter clareza de como será nossa vida no futuro, as coisas mudam muito rapidamente e às vezes inflamos nossa capacidade de atingir objetivos na nossa mente. Você não é uma máquina, pegue leve com você mesma. 

Minha experiência…

Eu tinha o objetivo de fazer autoescola esse ano (2026). Já estou há um tempo com esses planos e achei que agora que terminei a faculdade e o custo baixou, isso seria mais viável. Porém, previ errado as demandas do mestrado e o quão cansativo poderia ser. Percebi que esse objetivo não é minha prioridade do ano e posso empurrar para o próximo, e tudo bem! 

Por fim, defina quais objetivos vai manter e se precisar, adeque seus para que façam mais sentido para sua versão de agora (a para quem você quer se tornar). 

  1. Quebre seus objetivos

Você bolou uma linda lista com seus objetivos do ano, e agora está na hora de quebrar eles em hábitos e pequenas tarefas com prazos mais curtos. Por exemplo, se você, assim como eu anteriormente, quer começar a dirigir em 2026, o primeiro passo pode ser procurar autoescolas — e você pode criar um prazo para isso. Um hábito pode ser fazer as aulas x vezes por semana. 

Se possível, faça isso com todos seus objetivos, transformando-os em tarefas menores e hábitos semanais ou diários. 

  1. Mantenha o foco com criatividade

Sei que tudo parece lindo quando estamos apenas imaginando nossos sonhos se tornando realidade — o difícil mesmo é trabalhar todos os dias para alcançá-lo. Para te manter inspirada, existem alguns recursos. Eu monto vision board com imagens que representam meus objetivos e mantenho uma pasta no pinterest que alimento frequentemente. É claro que não podemos depender apenas da vontade, é preciso ter disciplina. Maaaas se manter inspirado ajuda muito. Encontre a forma que você mais gosta e se comprometa com você mesma.

Eu amo conversar sobre planejamento, e espero que esse guia tenha te ajudado. Posso trazer mais conteúdos como esse! Pretendo registrar minha organização pessoal no meu perfil do TikTok, @hey.biarocha, se tiver interesse em acompanhar por lá.

Por que escrevo?

Por que escrevo? Muitos autores já se dedicaram a responder essa pergunta, e existem diversas obras escritas que se dedicam a explicar a complexidade desse ofício. Mas eu, mal escritora que sou, nunca havia parado para pensar sobre isso. O desenrolar mais óbvio da minha resposta seria: “escrevo porque sinto que sem a escrita, morreria”. Porém, isso já se provou incorreto. Passo meses sem visitar minha escrivaninha para escrever com minha alma, e nem por isso morro. Mas também não seria justo definir o processo de escrita como algo que se reduz ao instante literal de transformar o coração em palavras. Minha escrita começa quando estou olhando o brilho do sol por entre as folhas. Quando sinto saudade de quem amo. Quando sinto a textura dos lábios-amados encostando em meus lábios-amantes. Quando faço as coisas simples da vida com paz e contentamento. Mas, ainda assim é preciso me sentar com um papel e caneta, ou mesmo com meu notebook, e consumar o ato, um orgasmo de palavras que partem de algum lugar bem profundo em mim e fluem até a ponta de meus dedos.

Me sinto tão intima com as palavras, apesar dos desencontros com elas. Quando era mais nova, sentia ainda mais forte o ardor que me levava até o caderno para rascunhar histórias. Sonhava com meus livros… a vida acontece e nós esquecemos de nossos personagens. E quando a gente abandona eles, é como se abandonássemos um pouco de nós mesmos, sabe? Meu coração fica apertado quando penso que não há tempo o bastante para fazer tudo que queria fazer na minha existência, e a escrita é algo que não posso deixar para trás.

Sinto como se um dia eu fosse chegar ao médico, me queixando de alguma doença misteriosa e a recomendação para me curar seriam duas horas de escrita todos os dias, com uma dose de café coado para acompanhar. Seria delicioso seguir as recomendações médicas!

Bem, na verdade, escrever nem sempre é delicioso. Às vezes, escrever dói. Os ditos e não ditos sufocam algo na gente, e de repente as palavras entopem o fluxo da alma até as pontas dos dedos e simplesmente não chegam no papel. A dor de escrever, é o não escrever. Acho que às vezes, a gente procrastina para encarar nossa escrita porque sabemos que há uma enorme chance das palavras não virem. Ninguém entende a agonia de quando as palavras não vêm… aí a gente se engana e começa a achar que é melhor nem tentar. Não tentando, podemos dizer “ah, sabe como são as coisas, né? O tempo passa muito rápido…”. E passa. E as palavras se vão. As histórias que vieram até nós para escrevermos, procuram outras mentes para atormentar (e tomara que essas as escrevam!).

Gloria Anzaldúa diz que: “escrevo porque tenho medo de escrever, mas tenho um medo maior de não escrever”. Acho que sinto um pouco isso. A ideia de morrer e levar meus textos não escritos comigo me atormenta. Claro que o simples fato de escrever sem que ninguém venha a me conhecer como autora, não garante que meus textos não se percam no infinito informacional. Mas ainda assim, os textos estariam lá, a prova da minha passagem pelo mundo em um caderno fechado num quarto que ninguém habita.

Não me importo muito com o que acontecerá aos meus escritos no futuro, ou mesmo se alguém lerá um dia. O que me importa é o que a escrita faz a mim aqui e agora. E o que ela faz a mim? Acho que talvez eu nunca saiba explicar.

De todo modo, a escrita é necessária para me fazer quem sou. Acho que nunca sou tão eu mesma como no instante em que estou escrevendo. É como se meu espírito se conectasse a algo maior. É meio estranho dizer isso, eu sei, mas essa é a forma mais próxima para explicar meu sentimento. Nada na vida me faz mais inteira do que escrever. Não sei se todo mundo se sente dessa forma e realmente gostaria de saber como a escrita funciona para as outras pessoas… mas para mim, escrever é a única forma de ser eu.

Posso estar viva sem a escrita, mas jamais serei eu mesma. É íntimo e intenso, eu nem sei mais se faço isso bem… mas ainda assim preciso continuar.

Memento Mori


ana suy escreve que, na verdade, não sabemos que vamos morrer. a gente só sabe disso na teoria, mas a real é que a gente não conhece o peso da certeza da morte… até porque, se tivéssemos a real consciência da delicadeza da vida, ficaríamos paralisados, pois viver é um grande risco. a gente imagina pra si uma vida que não acaba, nos anestesiamos um pouco do peso da morte. em contra partida, é necessário que vez ou outra reflitamos a respeito da morte ou ao menos sobre o efeito do tempo, para que não joguemos a vida em total descaso — que valor tem a vida se não pela sua efemeridade? Escrevemos em nossa pele “memento mori”, elaboramos textos sobre dar valor aos momentos que são todos passageiros, nos esforçamos para lembrar uns aos outros de que vamos morrer. mas também nos resguardamos na nossa corajosa fantasia da não morte. 

gosto disso de inventar pra si algo. acho que nossa capacidade de inventar pra si algo diferente, mais bonito ou melhor muda realmente o destino de nossas vidas. é preciso poder imaginar algo para si, algo só seu, para depois tornar realidade. se você não imagina, nunca vai acontecer. e não estou falando de “manifestar para o universo”… estou querendo dizer que o primeiro passo para realizar algo talvez seja imaginar algo. 

claro, não podemos viver sempre no mundo da lua e uma dose de realidade faz bem (afinal, saber que vamos morrer nos ajuda a, por exemplo, cuidar da nossa saúde). mas se fôssemos realmente ter clareza da realidade, ficaríamos paralisadas… não apenas com o medo da morte, mas com o medo do desastre climático, a consciência das classes sociais difíceis de driblar, do machismo e até com nosso própria passado — isso para citar apenas algumas das coisas trágicas da nossa realidade. 

renato russo canta que mentir para si mesmo é sempre a pior mentira, mas talvez seja necessária algumas mentirinhas que inventamos para nós mesmos. 

no fim, talvez a vida seja sobre narrar para si uma mentira bonita que vira verdade. 

2025 em um texto (e fotos)

Oi, quanto tempo! Gostaria de poder escrever aqui com mais constância. Esse foi um bom ano, cheio de conquistas e encerramento de ciclo. Queria registrar aqui algumas das coisas incríveis que aconteceram!


Leituras de 2025

Não consegui ler muito nesse ano, mas ainda assim consegui o total de 16 leituras, o que já é bastante! Minha leitura favorita também foi minha primeira leitura do ano: O Apanhador no Campo de Centeio. Um clássico que não consegui soltar! Devorei em três dias.

Em segundo lugar, está o livro “Bem-vindos à livraria Hyunam-Dong“. Ao contrário dos outros dessa lista, me demorei bastante nesse livro. O próprio ritmo da escrita parece feito para ser lido aos poucos e com calma, mas me fez refletir muito sobre vida adulta, trabalho e amor pela leitura. Fiz várias marcações e frequentemente retorno a elas.

O terceiro lugar vai para “Luzes do Sul“, uma leitura deliciosa que devorei rapidamente também. Que livro delicado e mágico! Li também no começo do ano, em janeiro durante minhas férias.

Menção honrosa para “SuperGirl: mulher do amanhã“, uma graphic novel que é, sem nenhum exagero, uma obra de arte. Cada virada de página é um deleite e as cores e gravuras deixaram a história mais cativante.


Viagens e Momentos Especiais

Janeiro 2025: Fim de semana no Hotel Fazenda

Passamos uns dias em um hotel fazenda com amigos e foi divertido! Usei esse tempo basicamente como um retiro para a leitura – li 4 livros nessa viagem.

Minha primeira vez na Bahia!

No meio do ano, fui apresentar um trabalho em um seminário contra a desinformação promovido pela FioCruz Bahia. Nosso trabalho era sobre memes e foi muito legal apresentar! Não passeei tanto, mas consegui aproveitar um dia com minha mamis!

O mar estava uma delícia, mas o que gostei meeesmo foi a comida! Moqueca de camarão, farofa de dendê, arroz com coco… que comida boa! Chego salivar quando lembro heheh

Minha primeira viagem sozinha!

Um mês depois, fui apresentar um trabalho em Mariana (MG) e fui sozinha dessa vez! Foi uma aventura: precisei pegar três ônibus. Tinha uma entrevista importante e fiz ela de maneira online pelo WI-FI da rodoviária. Chegando em Mariana, não existia uber por lá e fiquei completamente atordoada – como chegaria até o hotel. Por fim, deu tudo certo, Dessa vez, o trabalho que apresentei foi sobre influenciadores digitais.

Comi bem (amo a comida mineira!) e visitei o máximo de lugares que consegui no curto tempo que tive. Foi incrível! A cidade é pequena, altamente universitária e bem segura… Me senti em uma Stars Hollow de MG!

Tem vídeo meu no youtube mostrando um pouco de como foi!

Viagens de Casal

Em 2026, fiz duas viagens marcante com meu amor. A primeira para Petrópolis, cidade vizinha à nossa. Fomos comemorar nosso aniversário de três anos de namoro. Ficamos em uma pousada fofa e antiga e fizemos um roteiro bem… literário. Visitamos três sebos e fomos à uma livraria bem lindinha. Foi muito bom!

Ainda quero fazer um vlog sobre esse fim de semana! Foi muito bom e gravei bastante coisa.

A segunda viagem com o meu namorado foi para o show da ANAVITÓRIA no rio de janeiro. Sinto como se fosse ontem! As músicas marcaram bem meu coração depois de ter visto as duas performarem pessoalmente. Minha favorita da set list do show foi “Espetáculo Estranho”.

Viagens Geek: cidade de pedra

Fui à São Paulo muitas vezes esse ano e todas elas foram muito nerdolas. Em fevereiro, fui com minha família explorar novos produtos para nossa loja nerd (@hygge.nerd). Vimos muitas coisa lindinhas, trabalhamos bastante!

Aproveitamos para assistir os Barbixas em seu hábitat natural! Nossa família não perde um vídeo deles, e é sempre incrível poder ver ao vivo.

Também fizemos uma visita ao Butantan. Foi minha segunda vez lá, é sempre bom poder ver museus de ciência!

Em junho, fui com meu namorado e alguns amigos para o Diversão Offline 2025 (DOFF) , evento focado em jogos de tabuleiro e RPG. Meu namorado foi como mestre, divulgando o RPG próprio com o NerdBruto, o Pantheon RPG. Eu era a única a não estar trabalhando, e confesso que me senti meio sozinha e deslocada. Mas ainda assim, foi bem interessante!

Ahh, lembrei que tem texto aqui falando sobre minha primeira DOFF!

Em dezembro tivemos nossa última viagem geek do ano: a CCXP! Foi minha segunda vez e já fui focada em pegar muitos adesivos no vale dos artistas. Me diverti, mas vi muita gente dizendo que a energia da CCXP esse ano não era a mesma e eu concordo…

Conquistas de 2025

2025 foi um ano de realizações. Me sinto muito satisfeita de chegar ao fim do ano sabendo que estou justamente onde gostaria de estar.

Apresentei meu trabalho de conclusão de curso e consegui nota máxima pela pesquisa que me orgulhei muito de ter feito. Me formei em biomedicina e finalizei minha iniciação científica em divulgação científica. No meio de tudo isso fiz o processo seletivo para o mestrado que sempre sonhei, e consegui!

2025 foi um ano de realização de sonhos! Que 2026 também seja um ano repleto de conquistas e alegria para todas nós.

Livros para ler no Halloween

Já viu por aí as lojas e marcas se preparando para se despedir de 2025? O Natal e a virada de ano já se tornaram produtos na minha timeline, mas espera aí! Ainda estamos em outubro e dá pra curtir as coisas com um pouco de calma (pelo menos tentar). Hoje em dia, olhar para nossas vidas nos dando um espaço para desfrutar dos rituais que marcam as passagens de tempo (início de estações, datas comemorativas, feriados e nesse caso, o dia das bruxas) acaba sendo um ato de protesto: tomamos dessa forma o tempo para nós mesmas e “sabotamos” a lógica econômica que capitaliza nossos minutos de atenção.

Dito isso, decidi me esforçar para aproveitar as festividades de fim de ano da forma que mais amo: fazendo leituras temáticas!* Eu já tento fazer leituras temáticas de halloween (e natal também) há anos. Justamente por isso, tenho repertório para fazer ótimas indicações para você que quer trazer mais do dia das bruxas para seu mês.

Ah, não esquece de usar meu link da amazon se tiver interesse em comprar algum dos títulos. Assim você me ajuda sem mudar o preço pra você.

*não apenas leituras…

…como também ouvir músicas e assistir filmes no climinha de halloween, além de tentar decorar meu espaço de trabalho e bullet journal para sair um pouco do óbvio do dia a dia. Ah, e tô registrando isso no canal no Instagram!

3 Livros para ler no halloween

O filme de Guillermo del Toro é costurado em palavras por Cornelia Funke nesse livro. Um conto de fadas assustador, poético e reflexivo, perfeito para essa temporada spooky. Eu nunca assisti ao filme, mas amei a leitura. Na época em que li, escrevi 5 motivos para você ler também 🙂 Confesso que faz um tempo desde a minha primeira leitura e gostaria de reler.

Caso você queira comprar, aqui está meu link.

“Os portões do inferno estão prestes a se abrir… cuidado com o vão!”. Essa é a frase na capa do livro de John Connolly. Sou meio suspeita para falar desse autor, amo o estilo de sua escrita. Misturando fantasia com o mundo real e tendo como protagonistas crianças inteligentes, o livro possui um narrador cheio de personalidade. Se você procura uma história divertida, sarcástica, e com um diabinho inusitado, essa aventura fantasiosa é uma boa opção para você. Um dos meus queridinhos!

E se você se interessou, pode encontrar o livro aqui.

Gosta de Scooby-Doo? Se sim, você encontrou o seu livro. Aqui você acompanha uma dupla de criadores de conteúdo de terror que decidem passar um tempo em uma casa supostamente assombrada para aumentar a audiência e conseguir manter os investidores. Uma história frenética e intrigante que desemboca num quebra-cabeça envolvendo campanhas eleitorais, igrejas evangélicas e homofobia mostrando que existem coisas bem mais assustadoras do que fantasmas.

Se você se interessou, pode adquirir seu exemplar aqui.

O que eu pretendo ler

Bem, minha vida anda um pouco tumultuada e sem tempo de leitura ultimamente. Mas estou disposta a tentar!

Para começar, defini um audiobook: A noite das bruxas, de Ágatha Christie na voz do Sherek! Estou amando, dou play durante minhas caminhadas matinais hehe.

Mais para o fim do mês, pretendo ler Mooncakes, uma hq bem lindinha. Não sei nada sobre, mas estou bem ansiosa para ler.

Além disso, claro, quero terminar minhas leituras atuais: “Tudo que eu sei sobre amor“, uma autobiografia que estou gostando bastante e a HQ belíssima da Supergirl, que sigo AMANDO!

Se por acaso o tempo congelar e forem acrescentados 100 dias ao meu mês de outubro que eu pudesse usar exclusivamente para leitura, tenho algumas opções em mente para ocupar esse tempo (além dos já citados):

  1. Noturnos – John Connolly. -> repetindo meu autor queridinho, mas dessa vez em formato de contos! Talvez leia alguns, quem sabe. 🙂
  2. Os demônios de Loudon – Aldous Huxley. -> vindo do autor de Admirável Mundo Novo e com esse título… me parece bem promissor.
  3. Incidente em Antares – Erico Verissimo. -> esse promete ser divertidíssimo! Minha professora do ensino médio me indicou (anos atrás) e comprei recentemente e quero muuuito ler.

Bem, caso os 100 dias de leitura venham, teremos muitas resenhas por aqui. Enquanto isso, espero que tenham gostado do post. Vão fazer alguma leitura temática em outubro? Fique à vontade para contar nos comentários deste post.

Obrigada pela leitura!

Divulgar Ciência

Texto original escrito para o curso de Biomedicina do Unifeso. Em agosto de 2025.

Imagine só: você está em um país completamente diferente, em que você não domina a língua, não sabe as leis ou a cultura e se sente completamente perdido. De repente você deseja que tivesse alguém ali, uma espécie de tradutor que não apenas traduz, mas conversa com você e entende suas necessidades frente àquele mundo misterioso que deseja desbravar. 

Bem, essa é a missão (ou apenas uma das missões) do divulgador da ciência com para a população. Não se trata de um salvador que vem em tom de superioridade, mas sim uma pessoa que se propõe a dialogar com o público de maneira participativa, fazendo o meio campo entre ciência e sociedade. Mas divulgar ciência não é uma atividade exclusiva para influenciadores digitais do meio científico, ou jornalistas da ciência e saúde. Engana-se quem pensa que para seguir uma carreira na área da saúde seria desnecessário desenvolver a expertise de falar com o público, uma vez que fazemos isso a todo momento. 

Seja para explicar o procedimento estético a um paciente, discutir os resultados dos exames com colegas, pacientes e parentes, ou simplesmente para convencer um familiar querido que a vacina é segura, a habilidade de comunicação é necessária em quase todas as atividades no âmbito profissional e pessoal. Quando falamos a respeito da formação do profissional biomédico, a importância da comunicação é ressaltada pelo próprio Código de Ética. No artigo 13, que discursa a respeito das relações do profissional biomédico com a coletividade, o inciso de número I busca impedir práticas que, por ação ou omissão, prejudiquem o ser humano ou a saúde pública. Sabemos que a omissão de fatos científicos pode muitas vezes colocar em risco a saúde individual e pública – o que reforça a urgência do conhecimento de comunicação pelas futuras biomédicas e biomédicos. 

No final de julho de 2025, estive no “Seminário Educação, Informação, Comunicação e Saúde: Proteção contra a desinformação”, realizado pela Fiocruz Bahia. O evento me levou a refletir ainda mais sobre a urgência de inserir comunicação/divulgação científica na lista de prioridades durante a formação. Como cidadãos e futuros profissionais da saúde, é preciso atuar no nosso ciclo (família, comunidade local, futuros pacientes, amizades e etc.) como pequenos agentes contra a desinformação que assolam as redes sociais e a internet. De maneira acessível, ética e (principalmente) afetiva, nossas vozes podem mudar vidas em nossa volta – e não é necessário que você crie uma conta no Instagram ou TikTok para postar vídeos profissionais sobre células eucariontes ou qualquer coisa do tipo (embora, se quiser fazer, tem todo meu apoio!). Você pode simplesmente se tornar mais disposto a conversar sobre ciência e saúde de maneira informal com quem você ama – e isso já seria transformador. 

Nesse mesmo seminário que citei, nosso grupo de pesquisa ofereceu uma oficina de memes para adolescentes do ensino médio, e tivemos a oportunidade de conversar com eles de maneira divertida a respeito do Sistema Único de Saúde. E como retorno, também aprendemos muito com eles. Mas o momento mais lindo que vivenciei neste dia foi quando o professor dos adolescentes agradeceu ao nosso grupo, com olhos marejados de lágrima: “eles estão tendo uma oportunidade que eu nunca tive”, disse. E nós também lhe agradecemos com lágrimas presas nos olhos. E aí está mais uma razão para divulgar ciência e saúde: simplesmente porque isso é bonito demais. E eu acredito de todo meu coração que a comunicação (ou educomunicação), muda a história de pessoas e comunidades. 

Te convido a participar dessa mudança junto a um grupo de estudantes que se interessam por esse tema. A Liga Acadêmica de Divulgação Científica está sempre aberta para novos integrantes: é só enviar uma mensagem no nosso Instagram @ladc.unifeso que lhe damos mais informações. 

Divulgar ciência é muito mais do que apenas traduzir conhecimento: é diálogo, é compreensão, é afeto. E, além de tudo isso, é transformador. 

Dungeons and Drama – Resenha

Para escapar do ex-namorado inconveniente, Riley acaba entrando em um relacionamento de mentira com Natan, seu atual colega de trabalho (que ela odeia). Ela vai precisar equilibrar essa encenação com seu trabalho na luderia do pai e ainda desenvolver seu projeto secreto para restaurar o musical de primavera da sua escola. Mas claro, esse relacionamento de mentira vai acabar tomando um espaço em seu coração… será que Riley vai resistir aos encantamentos de um nerd?

sinopse:

Riley Morris é capaz de fazer qualquer coisa para alcançar seus objetivos ― até mesmo roubar o carro de sua mãe e dirigir para outra cidade sem carteira de motorista só para assistir a uma peça. Ela é apaixonada por teatro musical e seu maior sonho é se tornar uma grande diretora da Broadway, mas, para chegar lá, antes terá que salvar o musical da escola do limbo.

Só que isso se torna uma tarefa praticamente impossível quando o castigo por dirigir ilegalmente consiste em passar todo o seu tempo livre trabalhando na chata loja de jogos do pai.

Como se já não tivesse coisas demais com o que se preocupar, Riley ainda toma a impulsiva decisão de cantar vantagem para o ex fingindo que está saindo com Nathan, seu rabugento mas igualmente adorável colega de trabalho.

Para convencer a todos de que estão realmente juntos e fazer ciúmes no crush de Nathan, Riley terá que entrar para o grupo de Dungeons & Dragons dele. Surpreendentemente, o jogo é até divertido. E, mais surpreendente ainda, flertar com Nathan não exige tanta atuação quanto ela esperava…

(retirado da amazon)

Expectativas

Conheci o livro através do instagram da editora pitaya. Os anúncios não paravam de aparecer para mim e até minhas amigas me enviaram o livro dizendo que é a minha cara. Elas não podiam estar mais certas: logo me reconheci na capa – meu primeiro encontro com meu namorado foi jogando RPG e desde então estamos sempre jogando juntos. Fiquei encantada com a expectativa de ler algo que combina tanto com a gente… ele sabia muito bem disso, já que me presenteou com o livro há dois meses atrás.

Eu imaginava que seria um livro leve e rapidinho de ler – bem o tipo de leitura para curar ressaca literária, sabe? E esse ano, com TCC e iniciação científica e tantas ansiedades tomando conta de mim, queria passar meu tempo lendo coisas leves, divertidas e rapidinhas – categoria que apelidei carinhosamente de “literatura tiktok”. Queria ficar viciada em um livro, sentir a tentação de ler de madrugada, perder o ponto do onibus só porque estava concentrada lendo.

A História

Riley é uma aluna do ensino médio apaixonada por musicais e teatro. É super criativa e colorida, está sempre vestindo roupas inusitadas (amei o estilo dela, muito diva) e tem uma melhor amiga super fofa. Riley fica de castigo depois de pegar o carro da mãe e dirigir até outra cidade para assistir a um musical junto a sua amiga (ela não tem carteira, e não pediu autorização para usar o carro). Agora, ela terá que passar todo seu tempo livre trabalhando na luderia do pai, com quem ela não tem uma boa relação desde antes do divórcio. Se isso não fosse ruim o bastante, ao voltar para a escola das férias, ela descobre que o musical de primavera havia sido cancelado – bem no ano em que ela pretendia se candidatar a dirigir a peça. E ainda, seu ex-namorado que se acha o pop star, debochou dela insinuando que ela não conseguiu encontrar outra pessoa desde que terminaram (ela realmente ainda estava solteira, mas não por não conseguir superar o ex).

E é por isso que ela acaba dizendo estar namorando o Natan – seu colega no novo trabalho. Eles se odeiam, mas ela acaba convencendo Natan a topar para fazer ciúme na garota que ele gosta, a Sofia. Cada um por seu motivo, os dois começam a “flertar de mentira” um com o outro e passam cada vez mais tempo juntos, incluindo a campanha de Dungeons and Dragons. Assim, eles acabam se aproximando mais e mais…

Em uma mistura de “fake dating” com “enemies to lovers”, esse casal tem muita química. Além de super fofinhos, em várias cenas das interações entre os dois é possível sentir o arrepio de estar se apaixonando e eu amei isso!

Uma subtrama que me chamou muita atenção foi a relação da protagonista com o pai. Eles acabam passando mais tempo juntos e desenvolvem um relacionamento verdadeiro e é muito lindo de se ver. O tema me tocou em especial, e me arrancou algumas lágrimas.

Pontos positivos, pontos negativos

A classificação etária é de 13 anos, o que acho bom. Em vários momentos pensei que teria aproveitado melhor se tivesse lido nessa idade – mas ainda assim gostei muito da leitura. Notei alguns problemas na narrativa, algumas coisas que poderiam ser melhor trabalhadas e algumas pontas soltas. Tentei me convencer que, se eu tivesse 13 anos, não perceberia – mas acredito verdadeiramente que foram sim falhas na qualidade da escrita. Independente do público alvo, esses erros não deveriam acontecer.

Esperava uma presença melhor do RPG de mesa na história. Queria me sentir jogando junto, mas isso não aconteceu. Fiquei pensando que seria muito legal usar a estratégia que muitos desenhos usam quando os personagens estão jogando RPG, que é literalmente entrar em um novo mundo de fantasia. Assim, teriamos duas histórias: uma acontecendo no mundo real e outra totalmente mágica onde Natan é um paladinho meio-elfo e Riley uma humana barda. Mas, de qualquer forma, foi legal imaginar os personagens rolando dados e montando estratégias para lidar com os ogros.

Outra coisa que foi deixada em aberto, é o motivo do divórcio dos pais da Riley. A relação entre pai e filha foi um dos principais temas trabalhados, e no início da história a mãe parece guardar rancor contra o pai – porque? A autora não conta para a gente. Na minha opinião, seria essencial saber o motivo para eu poder decidir se eu gostou ou não dele…

Esses pontos não estragaram minha experiência, mas achei importante trazer para vocês.

Kristy Boyce

Uma coisa que me deixou muito feliz em saber foi que a própria autora e sua melhor amiga conheceram seus respectivos maridos em uma campanha de RPG de mesa. Achei uma graça ela ter se inspirado na própria história para escrever esse livro e fiquei curiosa com outro título dela, o Dating and Dragons – mas esse ainda não veio para o Brasil.

Ah, e essa capa linda? Amei que eles dois estão vestidos como seus personagens do RPG!

Afinal, indico ou não?

Indico Dungeons and Drama para todas as leitoras que simpatizam com nerds e musicais, gostam de histórias de fake dating e buscam uma leitura divertida e rapidinha cheia de química romântica! Se ficou curiosa e quer adquirir o livro, use meu link da amazon, assim você me ajuda e o valor não muda em nada para você.

Agora me conta: você já leu? Pela resenha, acha que esse livro é para você?

Lá e de volta outra vez ou Medo de Fracassar

Fui tomada por uma súbita vontade de escrever. Não precisa ser algo bom… apenas escrever.

Então aqui estou eu.

Estou me perguntando se o nome desse blog não deveria ser algo importado do Tolkien e colocar logo “Lá e de volta outra vez”, pois estou sempre indo e voltando. Queria poder dizer que as coisas serão diferentes agora, que vou postar mais, fazer um cronograma, ou sei lá o que. Mas não vou me comprometer com nada, desculpe.

Para ser honesta comigo mesma, eu bem que deveria fazer disso um compromisso. Talvez ano que vem eu consiga me organizar, mas por enquanto, esse cyber espaço servirá justamente para ser um porto seguro: sem peso, sem julgamentos, sem métricas. Um lugar amigável para quando precisar de um abraço, como agora.

Eu não posso negar que amo escrever. Juro, até mesmo escrever a introdução do meu tcc foi uma alegria. Quero me encaminhar para uma vida de mais escrita – e sinto que está funcionando.

Não cheguei a falar aqui, mas o que estou vivendo esse ano é a realização de um sonho… mas ao mesmo tempo que estou muito feliz indo por um caminho que almejei desde o início da graduação, também não me sinto merecedora… não sinto que estou fazendo o bastante para merecer isso. Não sinto que estou me esforçando o bastante.

Mas em contra partida, será que isso não é bom? Talvez eu tenha finalmente entendido que não preciso estar exausta para estar fazendo algo significativo. Talvez eu só não esteja acostumada a fazer algo que realmente amo e vejo significado, e ter uma remuneração pelo meu trabalho.

Meu coração tem sido vítima de algumas ansiedades. Será que vou ter dinheiro para sair da casa dos meus pais um dia? Será que vou realmente conseguir passar para o mestrado? Será que vou ser feliz em uma carreira acadêmica? Será que não deveria fazer uma outra graduação? Será que alguém um dia vai me contratar?

Bom, talvez essas perguntas sejam normais para uma pessoa que está prestes a se formar.

Mas sério, estou com medo de fracassar. Toda noite eu me deito e penso isso. Queria que as coisas fossem mais seguras.

Tem amigo meu casando. Sério. E não são os primeiros! E eu aqui, sinceramente não sei quando vou ter dinheiro para ter casa própria, e nem carteira de motorista eu tenho. Fico em casa brincando de influencer, leio uns artigos, escrevo umas coisas. Juro, se pelo menos eu tivesse sucesso nessa história de ser blogueira… a internet tem seus favoritos. Faço conteúdo desde 2017 e nunca tive sucesso. Não estou querendo choramingar nem nada, mas é que tanta gente sem graça e fútil faz sucesso…

E ai é claro que vou ter medo do fracasso. Sabe, quando eu era criança, eu tinha uma visão muito boa de mim mesma. Eu realmente me achava acima da média, sentia que teria sucesso em absolutamente tudo que eu poderia tentar. Mas fui crescendo e comecei a perceber que tudo que eu faço é sempre meia boca.

Assim, eu posso até me esforçar (e me esforço!), mas sempre terá alguém melhor do que eu. E durante a graduação, fui percebendo isso com maior clareza através dos “nãos” que eu recebia.

Ok, mas não vamos ser simplesmente autodepreciativo por aqui! Eu definitivamente recebi um graaaaande “SIM” esse ano. A questão é que desde que recebi esse “sim” estou apenas esperando alguém tirar ele da minha mão, ou eu desperdiçar essa chance, ou perceberem que não sou tão boa.