Senta, fica à vontade. Pegue uma xícara de café, vista suas meias favoritas e venha ler os devaneios, contos e qualquer coisa não produtiva que me faça feliz. Bem-vindo.
Oi, quanto tempo! Gostaria de poder escrever aqui com mais constância. Esse foi um bom ano, cheio de conquistas e encerramento de ciclo. Queria registrar aqui algumas das coisas incríveis que aconteceram!
Leituras de 2025
Não consegui ler muito nesse ano, mas ainda assim consegui o total de 16 leituras, o que já é bastante! Minha leitura favorita também foi minha primeira leitura do ano: O Apanhador no Campo de Centeio. Um clássico que não consegui soltar! Devorei em três dias.
Em segundo lugar, está o livro “Bem-vindos à livraria Hyunam-Dong“. Ao contrário dos outros dessa lista, me demorei bastante nesse livro. O próprio ritmo da escrita parece feito para ser lido aos poucos e com calma, mas me fez refletir muito sobre vida adulta, trabalho e amor pela leitura. Fiz várias marcações e frequentemente retorno a elas.
O terceiro lugar vai para “Luzes do Sul“, uma leitura deliciosa que devorei rapidamente também. Que livro delicado e mágico! Li também no começo do ano, em janeiro durante minhas férias.
Menção honrosa para “SuperGirl: mulher do amanhã“, uma graphic novel que é, sem nenhum exagero, uma obra de arte. Cada virada de página é um deleite e as cores e gravuras deixaram a história mais cativante.
Viagens e Momentos Especiais
Janeiro 2025: Fim de semana no Hotel Fazenda
Passamos uns dias em um hotel fazenda com amigos e foi divertido! Usei esse tempo basicamente como um retiro para a leitura – li 4 livros nessa viagem.
Minha primeira vez na Bahia!
No meio do ano, fui apresentar um trabalho em um seminário contra a desinformação promovido pela FioCruz Bahia. Nosso trabalho era sobre memes e foi muito legal apresentar! Não passeei tanto, mas consegui aproveitar um dia com minha mamis!
O mar estava uma delícia, mas o que gostei meeesmo foi a comida! Moqueca de camarão, farofa de dendê, arroz com coco… que comida boa! Chego salivar quando lembro heheh
Minha primeira viagem sozinha!
Um mês depois, fui apresentar um trabalho em Mariana (MG) e fui sozinha dessa vez! Foi uma aventura: precisei pegar três ônibus. Tinha uma entrevista importante e fiz ela de maneira online pelo WI-FI da rodoviária. Chegando em Mariana, não existia uber por lá e fiquei completamente atordoada – como chegaria até o hotel. Por fim, deu tudo certo, Dessa vez, o trabalho que apresentei foi sobre influenciadores digitais.
Comi bem (amo a comida mineira!) e visitei o máximo de lugares que consegui no curto tempo que tive. Foi incrível! A cidade é pequena, altamente universitária e bem segura… Me senti em uma Stars Hollow de MG!
Tem vídeo meu no youtube mostrando um pouco de como foi!
Viagens de Casal
Em 2026, fiz duas viagens marcante com meu amor. A primeira para Petrópolis, cidade vizinha à nossa. Fomos comemorar nosso aniversário de três anos de namoro. Ficamos em uma pousada fofa e antiga e fizemos um roteiro bem… literário. Visitamos três sebos e fomos à uma livraria bem lindinha. Foi muito bom!
Ainda quero fazer um vlog sobre esse fim de semana! Foi muito bom e gravei bastante coisa.
A segunda viagem com o meu namorado foi para o show da ANAVITÓRIA no rio de janeiro. Sinto como se fosse ontem! As músicas marcaram bem meu coração depois de ter visto as duas performarem pessoalmente. Minha favorita da set list do show foi “Espetáculo Estranho”.
Viagens Geek: cidade de pedra
Fui à São Paulo muitas vezes esse ano e todas elas foram muito nerdolas. Em fevereiro, fui com minha família explorar novos produtos para nossa loja nerd (@hygge.nerd). Vimos muitas coisa lindinhas, trabalhamos bastante!
Aproveitamos para assistir os Barbixas em seu hábitat natural! Nossa família não perde um vídeo deles, e é sempre incrível poder ver ao vivo.
Também fizemos uma visita ao Butantan. Foi minha segunda vez lá, é sempre bom poder ver museus de ciência!
Em junho, fui com meu namorado e alguns amigos para o Diversão Offline 2025 (DOFF) , evento focado em jogos de tabuleiro e RPG. Meu namorado foi como mestre, divulgando o RPG próprio com o NerdBruto, o Pantheon RPG. Eu era a única a não estar trabalhando, e confesso que me senti meio sozinha e deslocada. Mas ainda assim, foi bem interessante!
Em dezembro tivemos nossa última viagem geek do ano: a CCXP! Foi minha segunda vez e já fui focada em pegar muitos adesivos no vale dos artistas. Me diverti, mas vi muita gente dizendo que a energia da CCXP esse ano não era a mesma e eu concordo…
Conquistas de 2025
2025 foi um ano de realizações. Me sinto muito satisfeita de chegar ao fim do ano sabendo que estou justamente onde gostaria de estar.
Apresentei meu trabalho de conclusão de curso e consegui nota máxima pela pesquisa que me orgulhei muito de ter feito. Me formei em biomedicina e finalizei minha iniciação científica em divulgação científica. No meio de tudo isso fiz o processo seletivo para o mestrado que sempre sonhei, e consegui!
2025 foi um ano de realização de sonhos! Que 2026 também seja um ano repleto de conquistas e alegria para todas nós.
Já viu por aí as lojas e marcas se preparando para se despedir de 2025? O Natal e a virada de ano já se tornaram produtos na minha timeline, mas espera aí! Ainda estamos em outubro e dá pra curtir as coisas com um pouco de calma (pelo menos tentar). Hoje em dia, olhar para nossas vidas nos dando um espaço para desfrutar dos rituais que marcam as passagens de tempo (início de estações, datas comemorativas, feriados e nesse caso, o dia das bruxas) acaba sendo um ato de protesto: tomamos dessa forma o tempo para nós mesmas e “sabotamos” a lógica econômica que capitaliza nossos minutos de atenção.
Dito isso, decidi me esforçar para aproveitar as festividades de fim de ano da forma que mais amo: fazendo leituras temáticas!* Eu já tento fazer leituras temáticas de halloween (e natal também) há anos. Justamente por isso, tenho repertório para fazer ótimas indicações para você que quer trazer mais do dia das bruxas para seu mês.
Ah, não esquece de usar meu link da amazon se tiver interesse em comprar algum dos títulos. Assim você me ajuda sem mudar o preço pra você.
*não apenas leituras…
…como também ouvir músicas e assistir filmes no climinha de halloween, além de tentar decorar meu espaço de trabalho e bullet journal para sair um pouco do óbvio do dia a dia. Ah, e tô registrando isso no canal no Instagram!
3 Livros para ler no halloween
O Labirinto do Fauno
O filme de Guillermo del Toro é costurado em palavras por Cornelia Funke nesse livro. Um conto de fadas assustador, poético e reflexivo, perfeito para essa temporada spooky. Eu nunca assisti ao filme, mas amei a leitura. Na época em que li, escrevi 5 motivos para você ler também 🙂 Confesso que faz um tempo desde a minha primeira leitura e gostaria de reler.
“Os portões do inferno estão prestes a se abrir… cuidado com o vão!”. Essa é a frase na capa do livro de John Connolly. Sou meio suspeita para falar desse autor, amo o estilo de sua escrita. Misturando fantasia com o mundo real e tendo como protagonistas crianças inteligentes, o livro possui um narrador cheio de personalidade. Se você procura uma história divertida, sarcástica, e com um diabinho inusitado, essa aventura fantasiosa é uma boa opção para você. Um dos meus queridinhos!
E se você se interessou, pode encontrar o livro aqui.
O Mistério da Casa Incendiada
Gosta de Scooby-Doo? Se sim, você encontrou o seu livro. Aqui você acompanha uma dupla de criadores de conteúdo de terror que decidem passar um tempo em uma casa supostamente assombrada para aumentar a audiência e conseguir manter os investidores. Uma história frenética e intrigante que desemboca num quebra-cabeça envolvendo campanhas eleitorais, igrejas evangélicas e homofobia mostrando que existem coisas bem mais assustadoras do que fantasmas.
Se você se interessou, pode adquirir seu exemplar aqui.
O que eu pretendo ler
Bem, minha vida anda um pouco tumultuada e sem tempo de leitura ultimamente. Mas estou disposta a tentar!
Uma meta realista
Para começar, defini um audiobook: A noite das bruxas, de Ágatha Christie na voz do Sherek! Estou amando, dou play durante minhas caminhadas matinais hehe.
Mais para o fim do mês, pretendo ler Mooncakes, uma hq bem lindinha. Não sei nada sobre, mas estou bem ansiosa para ler.
Além disso, claro, quero terminar minhas leituras atuais: “Tudo que eu sei sobre amor“, uma autobiografia que estou gostando bastante e a HQ belíssima da Supergirl, que sigo AMANDO!
Uma meta nada realista
Se por acaso o tempo congelar e forem acrescentados 100 dias ao meu mês de outubro que eu pudesse usar exclusivamente para leitura, tenho algumas opções em mente para ocupar esse tempo (além dos já citados):
Noturnos – John Connolly. -> repetindo meu autor queridinho, mas dessa vez em formato de contos! Talvez leia alguns, quem sabe. 🙂
Os demônios de Loudon – Aldous Huxley. -> vindo do autor de Admirável Mundo Novo e com esse título… me parece bem promissor.
Incidente em Antares – Erico Verissimo. -> esse promete ser divertidíssimo! Minha professora do ensino médio me indicou (anos atrás) e comprei recentemente e quero muuuito ler.
Bem, caso os 100 dias de leitura venham, teremos muitas resenhas por aqui. Enquanto isso, espero que tenham gostado do post. Vão fazer alguma leitura temática em outubro? Fique à vontade para contar nos comentários deste post.
Texto original escrito para o curso de Biomedicina do Unifeso. Em agosto de 2025.
Imagine só: você está em um país completamente diferente, em que você não domina a língua, não sabe as leis ou a cultura e se sente completamente perdido. De repente você deseja que tivesse alguém ali, uma espécie de tradutor que não apenas traduz, mas conversa com você e entende suas necessidades frente àquele mundo misterioso que deseja desbravar.
Bem, essa é a missão (ou apenas uma das missões) do divulgador da ciência com para a população. Não se trata de um salvador que vem em tom de superioridade, mas sim uma pessoa que se propõe a dialogar com o público de maneira participativa, fazendo o meio campo entre ciência e sociedade. Mas divulgar ciência não é uma atividade exclusiva para influenciadores digitais do meio científico, ou jornalistas da ciência e saúde. Engana-se quem pensa que para seguir uma carreira na área da saúde seria desnecessário desenvolver a expertise de falar com o público, uma vez que fazemos isso a todo momento.
Seja para explicar o procedimento estético a um paciente, discutir os resultados dos exames com colegas, pacientes e parentes, ou simplesmente para convencer um familiar querido que a vacina é segura, a habilidade de comunicação é necessária em quase todas as atividades no âmbito profissional e pessoal. Quando falamos a respeito da formação do profissional biomédico, a importância da comunicação é ressaltada pelo próprio Código de Ética. No artigo 13, que discursa a respeito das relações do profissional biomédico com a coletividade, o inciso de número I busca impedir práticas que, por ação ou omissão, prejudiquem o ser humano ou a saúde pública. Sabemos que a omissão de fatos científicos pode muitas vezes colocar em risco a saúde individual e pública – o que reforça a urgência do conhecimento de comunicação pelas futuras biomédicas e biomédicos.
No final de julho de 2025, estive no “Seminário Educação, Informação, Comunicação e Saúde: Proteção contra a desinformação”, realizado pela Fiocruz Bahia. O evento me levou a refletir ainda mais sobre a urgência de inserir comunicação/divulgação científica na lista de prioridades durante a formação. Como cidadãos e futuros profissionais da saúde, é preciso atuar no nosso ciclo (família, comunidade local, futuros pacientes, amizades e etc.) como pequenos agentes contra a desinformação que assolam as redes sociais e a internet. De maneira acessível, ética e (principalmente) afetiva, nossas vozes podem mudar vidas em nossa volta – e não é necessário que você crie uma conta no Instagram ou TikTok para postar vídeos profissionais sobre células eucariontes ou qualquer coisa do tipo (embora, se quiser fazer, tem todo meu apoio!). Você pode simplesmente se tornar mais disposto a conversar sobre ciência e saúde de maneira informal com quem você ama – e isso já seria transformador.
Nesse mesmo seminário que citei, nosso grupo de pesquisa ofereceu uma oficina de memes para adolescentes do ensino médio, e tivemos a oportunidade de conversar com eles de maneira divertida a respeito do Sistema Único de Saúde. E como retorno, também aprendemos muito com eles. Mas o momento mais lindo que vivenciei neste dia foi quando o professor dos adolescentes agradeceu ao nosso grupo, com olhos marejados de lágrima: “eles estão tendo uma oportunidade que eu nunca tive”, disse. E nós também lhe agradecemos com lágrimas presas nos olhos. E aí está mais uma razão para divulgar ciência e saúde: simplesmente porque isso é bonito demais. E eu acredito de todo meu coração que a comunicação (ou educomunicação), muda a história de pessoas e comunidades.
Te convido a participar dessa mudança junto a um grupo de estudantes que se interessam por esse tema. A Liga Acadêmica de Divulgação Científica está sempre aberta para novos integrantes: é só enviar uma mensagem no nosso Instagram@ladc.unifeso que lhe damos mais informações.
Divulgar ciência é muito mais do que apenas traduzir conhecimento: é diálogo, é compreensão, é afeto. E, além de tudo isso, é transformador.
Para escapar do ex-namorado inconveniente, Riley acaba entrando em um relacionamento de mentira com Natan, seu atual colega de trabalho (que ela odeia). Ela vai precisar equilibrar essa encenação com seu trabalho na luderia do pai e ainda desenvolver seu projeto secreto para restaurar o musical de primavera da sua escola. Mas claro, esse relacionamento de mentira vai acabar tomando um espaço em seu coração… será que Riley vai resistir aos encantamentos de um nerd?
sinopse:
Riley Morris é capaz de fazer qualquer coisa para alcançar seus objetivos ― até mesmo roubar o carro de sua mãe e dirigir para outra cidade sem carteira de motorista só para assistir a uma peça. Ela é apaixonada por teatro musical e seu maior sonho é se tornar uma grande diretora da Broadway, mas, para chegar lá, antes terá que salvar o musical da escola do limbo.
Só que isso se torna uma tarefa praticamente impossível quando o castigo por dirigir ilegalmente consiste em passar todo o seu tempo livre trabalhando na chata loja de jogos do pai.
Como se já não tivesse coisas demais com o que se preocupar, Riley ainda toma a impulsiva decisão de cantar vantagem para o ex fingindo que está saindo com Nathan, seu rabugento mas igualmente adorável colega de trabalho.
Para convencer a todos de que estão realmente juntos e fazer ciúmes no crush de Nathan, Riley terá que entrar para o grupo de Dungeons & Dragons dele. Surpreendentemente, o jogo é até divertido. E, mais surpreendente ainda, flertar com Nathan não exige tanta atuação quanto ela esperava…
(retirado da amazon)
Expectativas
Conheci o livro através do instagram da editora pitaya. Os anúncios não paravam de aparecer para mim e até minhas amigas me enviaram o livro dizendo que é a minha cara. Elas não podiam estar mais certas: logo me reconheci na capa – meu primeiro encontro com meu namorado foi jogando RPG e desde então estamos sempre jogando juntos. Fiquei encantada com a expectativa de ler algo que combina tanto com a gente… ele sabia muito bem disso, já que me presenteou com o livro há dois meses atrás.
Eu imaginava que seria um livro leve e rapidinho de ler – bem o tipo de leitura para curar ressaca literária, sabe? E esse ano, com TCC e iniciação científica e tantas ansiedades tomando conta de mim, queria passar meu tempo lendo coisas leves, divertidas e rapidinhas – categoria que apelidei carinhosamente de “literatura tiktok”. Queria ficar viciada em um livro, sentir a tentação de ler de madrugada, perder o ponto do onibus só porque estava concentrada lendo.
A História
Riley é uma aluna do ensino médio apaixonada por musicais e teatro. É super criativa e colorida, está sempre vestindo roupas inusitadas (amei o estilo dela, muito diva) e tem uma melhor amiga super fofa. Riley fica de castigo depois de pegar o carro da mãe e dirigir até outra cidade para assistir a um musical junto a sua amiga (ela não tem carteira, e não pediu autorização para usar o carro). Agora, ela terá que passar todo seu tempo livre trabalhando na luderia do pai, com quem ela não tem uma boa relação desde antes do divórcio. Se isso não fosse ruim o bastante, ao voltar para a escola das férias, ela descobre que o musical de primavera havia sido cancelado – bem no ano em que ela pretendia se candidatar a dirigir a peça. E ainda, seu ex-namorado que se acha o pop star, debochou dela insinuando que ela não conseguiu encontrar outra pessoa desde que terminaram (ela realmente ainda estava solteira, mas não por não conseguir superar o ex).
E é por isso que ela acaba dizendo estar namorando o Natan – seu colega no novo trabalho. Eles se odeiam, mas ela acaba convencendo Natan a topar para fazer ciúme na garota que ele gosta, a Sofia. Cada um por seu motivo, os dois começam a “flertar de mentira” um com o outro e passam cada vez mais tempo juntos, incluindo a campanha de Dungeons and Dragons. Assim, eles acabam se aproximando mais e mais…
Em uma mistura de “fake dating” com “enemies to lovers”, esse casal tem muita química. Além de super fofinhos, em várias cenas das interações entre os dois é possível sentir o arrepio de estar se apaixonando e eu amei isso!
Uma subtrama que me chamou muita atenção foi a relação da protagonista com o pai. Eles acabam passando mais tempo juntos e desenvolvem um relacionamento verdadeiro e é muito lindo de se ver. O tema me tocou em especial, e me arrancou algumas lágrimas.
Pontos positivos, pontos negativos
A classificação etária é de 13 anos, o que acho bom. Em vários momentos pensei que teria aproveitado melhor se tivesse lido nessa idade – mas ainda assim gostei muito da leitura. Notei alguns problemas na narrativa, algumas coisas que poderiam ser melhor trabalhadas e algumas pontas soltas. Tentei me convencer que, se eu tivesse 13 anos, não perceberia – mas acredito verdadeiramente que foram sim falhas na qualidade da escrita. Independente do público alvo, esses erros não deveriam acontecer.
Esperava uma presença melhor do RPG de mesa na história. Queria me sentir jogando junto, mas isso não aconteceu. Fiquei pensando que seria muito legal usar a estratégia que muitos desenhos usam quando os personagens estão jogando RPG, que é literalmente entrar em um novo mundo de fantasia. Assim, teriamos duas histórias: uma acontecendo no mundo real e outra totalmente mágica onde Natan é um paladinho meio-elfo e Riley uma humana barda. Mas, de qualquer forma, foi legal imaginar os personagens rolando dados e montando estratégias para lidar com os ogros.
Outra coisa que foi deixada em aberto, é o motivo do divórcio dos pais da Riley. A relação entre pai e filha foi um dos principais temas trabalhados, e no início da história a mãe parece guardar rancor contra o pai – porque? A autora não conta para a gente. Na minha opinião, seria essencial saber o motivo para eu poder decidir se eu gostou ou não dele…
Esses pontos não estragaram minha experiência, mas achei importante trazer para vocês.
Kristy Boyce
Uma coisa que me deixou muito feliz em saber foi que a própria autora e sua melhor amiga conheceram seus respectivos maridos em uma campanha de RPG de mesa. Achei uma graça ela ter se inspirado na própria história para escrever esse livro e fiquei curiosa com outro título dela, o Dating and Dragons – mas esse ainda não veio para o Brasil.
Ah, e essa capa linda? Amei que eles dois estão vestidos como seus personagens do RPG!
Afinal, indico ou não?
Indico Dungeons and Drama para todas as leitoras que simpatizam com nerds e musicais, gostam de histórias de fake dating e buscam uma leitura divertida e rapidinha cheia de química romântica! Se ficou curiosa e quer adquirir o livro, use meu link da amazon, assim você me ajuda e o valor não muda em nada para você.
Agora me conta: você já leu? Pela resenha, acha que esse livro é para você?
Fui tomada por uma súbita vontade de escrever. Não precisa ser algo bom… apenas escrever.
Então aqui estou eu.
Estou me perguntando se o nome desse blog não deveria ser algo importado do Tolkien e colocar logo “Lá e de volta outra vez”, pois estou sempre indo e voltando. Queria poder dizer que as coisas serão diferentes agora, que vou postar mais, fazer um cronograma, ou sei lá o que. Mas não vou me comprometer com nada, desculpe.
Para ser honesta comigo mesma, eu bem que deveria fazer disso um compromisso. Talvez ano que vem eu consiga me organizar, mas por enquanto, esse cyber espaço servirá justamente para ser um porto seguro: sem peso, sem julgamentos, sem métricas. Um lugar amigável para quando precisar de um abraço, como agora.
Eu não posso negar que amo escrever. Juro, até mesmo escrever a introdução do meu tcc foi uma alegria. Quero me encaminhar para uma vida de mais escrita – e sinto que está funcionando.
Não cheguei a falar aqui, mas o que estou vivendo esse ano é a realização de um sonho… mas ao mesmo tempo que estou muito feliz indo por um caminho que almejei desde o início da graduação, também não me sinto merecedora… não sinto que estou fazendo o bastante para merecer isso. Não sinto que estou me esforçando o bastante.
Mas em contra partida, será que isso não é bom? Talvez eu tenha finalmente entendido que não preciso estar exausta para estar fazendo algo significativo. Talvez eu só não esteja acostumada a fazer algo que realmente amo e vejo significado, e ter uma remuneração pelo meu trabalho.
Meu coração tem sido vítima de algumas ansiedades. Será que vou ter dinheiro para sair da casa dos meus pais um dia? Será que vou realmente conseguir passar para o mestrado? Será que vou ser feliz em uma carreira acadêmica? Será que não deveria fazer uma outra graduação? Será que alguém um dia vai me contratar?
Bom, talvez essas perguntas sejam normais para uma pessoa que está prestes a se formar.
Mas sério, estou com medo de fracassar. Toda noite eu me deito e penso isso. Queria que as coisas fossem mais seguras.
Tem amigo meu casando. Sério. E não são os primeiros! E eu aqui, sinceramente não sei quando vou ter dinheiro para ter casa própria, e nem carteira de motorista eu tenho. Fico em casa brincando de influencer, leio uns artigos, escrevo umas coisas. Juro, se pelo menos eu tivesse sucesso nessa história de ser blogueira… a internet tem seus favoritos. Faço conteúdo desde 2017 e nunca tive sucesso. Não estou querendo choramingar nem nada, mas é que tanta gente sem graça e fútil faz sucesso…
E ai é claro que vou ter medo do fracasso. Sabe, quando eu era criança, eu tinha uma visão muito boa de mim mesma. Eu realmente me achava acima da média, sentia que teria sucesso em absolutamente tudo que eu poderia tentar. Mas fui crescendo e comecei a perceber que tudo que eu faço é sempre meia boca.
Assim, eu posso até me esforçar (e me esforço!), mas sempre terá alguém melhor do que eu. E durante a graduação, fui percebendo isso com maior clareza através dos “nãos” que eu recebia.
Ok, mas não vamos ser simplesmente autodepreciativo por aqui! Eu definitivamente recebi um graaaaande “SIM” esse ano. A questão é que desde que recebi esse “sim” estou apenas esperando alguém tirar ele da minha mão, ou eu desperdiçar essa chance, ou perceberem que não sou tão boa.
“Eu sei que ele não existe!” Disse o irmão mais novo de Clarice naquela manhã, em meados de dezembro.
Seu questionamento sobre o Papai Noel já estava latente desde o início das preparações natalinas, mas naquele dia ele havia acordado com aquela verdade no seu peito. Ele não existe.
O que isso significava para ele? Quais as implicações aquilo teria nesse natal? Seria o primeiro ano em que a família não teria uma criancinha em casa para procurar pelo nariz do Rudolf na escuridão da madrugada do dia 25. Clarice, a irmã mais velha, com seus quase 20 anos, se lembrou de quando parou de acreditar no Papai Noel.
Para a maioria das crianças, esse momento vinha naturalmente, como um dente de leite sendo substituído pelo permanente. Fazia parte do processo doloroso e natural de crescer. Mas para Clarice, foi diferente. Aconteceu no seu primeiro Natal sendo irmã mais velha. Ela tinha 10 anos, a mesma idade que seu irmão tinha atualmente. Mas ao contrário dele, ela acreditava, e queria convencer os amigos incrédulos da existência do bom velhinho.
Argumentava fervorosamente, sentindo-se íntima dos elfos natalinos, renas e do próprio Noel. Eles debochavam dela, como se ela fosse velha demais para aquele sonho. Como uma criança pode ser velha demais? A pequena Clarice fingiu não se abater com aquelas vozes.
Mas fato é que internamente, se abateu. Velha demais. Crescida demais. Isso não saía da sua cabeça, e por mais que quisesse discordar, algo nela dizia que eles estavam certos. E quando se sentou para escrever a cartinha do Papai Noel, sentiu que era uma carta de despedida. O meu último presente do Noel. Essa certeza ecoou dentro do seu frágil coração, tão certo como o nascer do sol. O Papai Noel não deixou de existir naquele Natal, ele era mais vivo do que nunca. Acontece que Papai Noel não presenteava crianças grandes, todos sabiam disso. Você crescia, e parava de ganhar presentes dele… e era impossível frear o seu amadurecimento.
Clarice olhou para si mesma: quase uma adolescente, já menstruava. Ia para escola sozinha, usava bolsas de adolescentes ao invés de mochilas infantis, tinha uma quedinha pelos meninos do Ensino Médio e agora também era irmã mais velha. Já não tocava com tanta frequência nos brinquedos, e escolhia livros sem gravuras na capa para ler. Definitivamente crescera.
Ela ia sentir falta, já sabia. Sentiria falta de subir e descer escadas em um ritual fictício que abria portas para o seu mundo imaginário. Sentiria saudade de ser a rainha das fadas, e governá-las com benevolência. Sentiria falta de namorar o Harry Potter escondido, e conversar com ele sobre suas responsabilidades como rainha. Ela vivia aquilo deixando ser bom, mesmo sabendo que teria um fim.
E a hora havia chegado. Era a sua última carta. Papai Noel teria novas gerações de crianças para cuidar, meninos e meninas que entrariam nas listas de bons e maus. Em casa, ela pegou uma folha de papel ofício, duas canetas coloridas e sentou na escrivaninha de seu quarto para escrever a última carta. Como se despedir daquele que por tanto tempo foi o motor de grande parte da magia natalina? Como dizer adeus para aquele precioso momento anual de se deitar sabendo que na manhã seguinte haveria presentes esperando embaixo da árvore, e o cupcake feito com tanto carinho no dia anterior teria sido devorado por uma senhor de vermelho e suas renas voadoras? Ela engoliu sua angústia e se sentou para escrever, tentando ignorar que era a sua última vez.
Pensou no que pediria. Queria algo que pudesse guardar para sempre, algo que seu eu adulto pudesse mostrar para os filhos e dizer orgulhosamente que foi o seu último presente do Noel. Ah, e tinha que ser fabricado pelo próprio Noel! Algo que ele e seus elfos ajudantes fizesse manualmente, lá na grande fábrica no Papai Noel, onde a magia era viva e os brinquedos eram confeccionados em meio a canções natalinas cantadas a capela. Nada de Barbies ou Hotweells, mas sim algo do Polo Norte. E então, imaginando a própria fábrica mágica do Noel, soube o que pedir. Um Globo de neve
Imaginou como seria: um globo grande, que pudesse decorar sua estante de livros. Dentro dele, teria a representação da própria fábrica. Seria possível ver os presentes sendo embalados cuidadosamente, e os elfos cantando em conjunto. A neve caindo lá fora e a árvore de natal cintilando. Uma imagem linda, nascida de um belo sonho. E o mais importante: ela jamais mudaria. Clarice cresceria, suas roupas parariam de servir, suas amigas se esqueceriam dela e as fadas, suas súditas, escolheriam outra pessoa para governá-las. Mas o globo de neve permaneceria inalterado, mostrando um mundo que será sempre repleto da magia natalina, e imune ao efeito do amadurecimento. Sim, um pedido perfeito para o seu último presente do Noel. Ela separou suas canetas favoritas.
“Querido Papai Noel,” Começou. “Estou crescida esse ano. Sou irmã velha. Não tenho mais tanto tempo para brincadeiras. Além disso, as crianças da minha idade não acreditam mais em você… eu acredito, acredito mesmo! Mas sei que o senhor tem outras crianças para se preocupar agora, crianças que acabaram de nascer, como meu irmão. É por isso que crianças grandes não recebem mais presentes. Tadinho de você e seus elfos, teriam que passar dia e noite produzindo e ainda assim não acabariam o trabalho! Então, eu entendo. Esse vai ser meu último presente, por isso precisa ser algo especial. Se for possível, queria algo feito pela sua fábrica! Algo que possa me mostrar como é o Polo Norte, para que eu possa guardar e jamais me esquecer do senhor, das suas renas e de seus ajudantes. Muito obrigada por todos esses natais juntos. Ps.: Não esqueça o presente do meu irmão. Com muito carinho, Clarice.”
Ela deixou a caneta sobre a mesa e massageou suas mãos, cansada de escrever. Olhou sua carta. Será que ela poderia continuar se correspondendo com o Noel mesmo sem ganhar presentes? Ela suspirou. Colocou a carta no envelope e deixou com seus pais, que colocariam no correio para ser entregue no Polo Norte.
De volta aos seus vinte anos, a criança dentro da mulher se lembrava disso com muita emoção e um novo significado. Clarice já havia ouvido algumas vezes de seus pais, tios e outros adultos, frases que a assustavam quando criança: “Ah, não cresce não! Ser adulto é tão complicado!” “Quando somos criança, tudo que queremos é crescer… quando a gente cresce, a gente se arrepende“. Isso deixava a pequena Clarice agoniada, como uma ovelha indo em direção ao abatedouro. Não havia como parar seu crescimento! Estava fadada ao sofrimento do amadurecer.
Hoje, adulta, Clarice sentia a dor de uma criança sendo cobrada para muito além do que é capaz de oferecer. É, ser adulto é muito complicado. Em muitos momentos, ela queria ser novamente aquela pequena garotinha cujo a única inquietude era decidir quem herdaria seu trono no reino das fadas. Ela queria que sua própria vida pudesse se congelar em um globo de neve, onde seria para sempre natal e para sempre infância. Mas não havia mais nenhum dente de leite, nenhuma roupa de criança, nenhum ritual para se chegar até as fadas… a infância escorreu de seus dedos, foi tomada dela de maneira irreparável. Os anos de sua vida, vistos de longe eram efêmeros, passaram mais rápido do que ela poderia imaginar.
Ela estava vendo aquilo acontecendo com seu irmão agora. Ele estava aos poucos, se despedindo da sua infância, a cada ano mais perto da vida adulta. Clarice encarou seu globo de neve na estante de livros. Não era exatamente o que ela havia pedido, mas foi seu presente favorito do Noel. “É curioso”. Ela pensou. “Quando você para de acreditar, ele deixa de existir”. Seus pais disseram isso a ela quando era criança. “Ele só existe enquanto você acreditar nele”. Isso nunca foi uma mentira: ela acreditava e ele era real. Assim como os sonhos que temos ao dormir: se lembramos deles ao acordar, eles existem. Se não lembrarmos de nada, dizemos que não tivemos sonho. “Estranho, não é? Parece que as coisas mais divertidas da vida“, ela constatou, “só são reais enquanto acreditamos nelas”.
E ao pensar nisso, algo em Clarice se acendeu. Seria a magia do Natal? Magia ou não, Clarice sentiu como se, internamente, ela se transformasse em todas as “clarices” que fora antes, tudo ao mesmo tempo. Não tinha apenas 20 anos, mas também 17, 15, 10 e 6. Adulta e criança. Guiando e sendo guiada. Ensinando e aprendendo. Dentro de Clarice, que estava aprendendo a se ver como mulher, ainda havia a pequena menina que acredita em elfos, fadas e Papai Noel. Nesse instante, todas as clarices deixaram uma lágrima quente deslizar sobre a bochecha. Clarice adulta se sentiu abraçando a Clarice criança, em um momento de consolar e ser consolada. Te prometo nunca abandonar você. Nunca deixar a minha infância para trás, adulta quis dizer. A Clarice criança, dentro do abraço, diria: tenho muito orgulho de para onde você nos trouxe. Ela entendeu, com seu coração, que a Clarice criança ainda era ela. Talvez ela não mais governasse as fadas, mas ainda via suas fadas nas flores. Talvez não brincasse de voar, mas sentia a brisa do vento como se fosse um pássaro. Não era mais do jeito que era antes, mas ainda assim, era Clarice.
Na manhã de Natal, o irmão de Clarice encontrou um presente embaixo da árvore, junto a uma carta. “Eu disse que não acredito mais” revoltou-se. “Não precisavam ter se preocupado com isso.” Clarice pediu para ele abrir.
Olha, eu sei. Eu SEMPRE faço post sobre glow up. Acontece que eu gosto de ser uma pessoa positiva, alto-astral… isso faz parte da minha personalidade. Então, quando tudo vai mal e a destruição do planeta pela ebulição global começa a parecer uma esperança, eu paro tudo e digo a mim mesma: está na hora de um glow up.
(e escrever sobre isso faz com que eu me sinta a protagonista de uma comédia romântica dos anos 2000, e quem não gosta disso?)
Está tudo indo mal
Bom, não vamos ser tão dramáticos. As minhas férias foram boas – descansei, li, joguei, pintei… no geral, poderia dizer que fui muito muito feliz. Mas basta aparecerem os primeiros indícios das voltas as aulas que eu começo a apodrecer por dentro. Não quero voltar, não quero, não quero! Já chorei, já deitei em posição fetal e já procrastinei a minha rematrícula o máximo que foi possível. Agora não há solução, o jeito vai ser encarar.
Eu amo estudar. Sério, amo mesmo! Mas a faculdade se tornou insuportável, e se eu não encontrar meios de atenuar essa situação, logo logo o diploma não estará mais valendo tanto a pena. Por isso, meu objetivo aqui não é um glow up comum, mas sim um glow up nos estudos.
Mas não só os estudos
Acho que a reorganização mental que venho fazendo não tem apenas a ver com os estudos, mas também com toda a minha organização de carreira (me senti até mais chique falando isso hehehe). Talvez a verdade seja que eu esteja amadurecendo em relação a isso. Comecei a entender melhor o que eu quero fazer, quais são meus pontos fortes que quero reforçar ainda mais e quais são meus pontos fracos. Hoje estudo biomedicina- mas tenho total clareza de que não quero trabalhar em um laboratório convencional.
Longe de querer expor meus planos a longo prazo aqui… mas queria compartilhar esse sentimento, essa confusãozinha, essa agonia de estar com tudo de pernas para o ar. Será que você já passou por sentimentos parecidos?
Acredito fortemente que seja um evento canônico (talvez ainda é crise dos 20?). Estou escrevendo para entender como eu posso passar por isso – mas talvez te ajude também.
Vamos aos planos:
Clube da Rotina Perfeita
Assinei o Clube Rotina Perfeita. Você sabe o que é isso? Bom, eu mesma não sabia. Se trata de um grupo de mulheres que estão sempre buscando uma forma de se organizarem para ter uma vida de paz e good vibes. E isso é uma forma simplória de falar, a verdade é que tem muito mais além disso. Elas formam uma rede de apoio e network, tem cursos para as assinantes, encontros ao vivo com especialistas e inúmeras outras coisas. É sensacional, mas eu ainda não consegui aproveitar com profundidade. Um dos meus planos para o glow up é APROVEITAR esse bagulho.
Curso de Estudos
Lembra que falei dos cursos disponíveis no clube? Esse é um deles. Pretendo assistir as aulas e repensar a forma com que estudo – sempre acho que posso melhorar. E para falar a verdade, desde que a pandemia obrigou a gente a estudar online, eu JURO que nunca mais fui a mesma nos estudos.
E para falar a verdade, minha ideia não é ser a mesma que eu era no ensino fundamental – hoje eu tenho muitos outros compromissos e seria insustentável me obrigar a revisar matéria 4 horas por dia. Espero que esse curso acabe me ajudando a aproveitar melhor o pouco tempo que tenho disponível para estudar.
Adeus faculdade!
Sabe, de onde a gente tirou que nós temos que estudar a matéria que os professores passam para a gente? Eu só preciso passar na faculdade, não tirar boas notas – é essa a mentalidade rebelde que quero adotar. E, enquanto eu estudo o básico (apenas o bastante para ficar na média), eu posso investir meu tempo em outras coisas.
Tenho muita vontade de aprender design e edição de vídeo… marketing digital, gestão de equipes…. sabe o que isso tem a ver com biomedicina? ABSOLUTAMENTE NADA! E é isso que vou estudar. Desculpe, caro coordenador… mas biomedicina nem é tão legal assim.
Oi oi, tcc!
Ok, sei que parece controverso, mas deixa eu te explicar. O TCC é minha última esperança de fazer algo legal na faculdade. Parece uma boa ideia, afinal, eu posso escolher qual será meu tema e qual professor irá me orientar. Nesse mês, pretendo organizar prazos para o desenvolvimento do meu projeto, e assim colocar a mão na massa. Acho que isso pode me fazer ficar um pouco mais engajada na faculdade.
Aprendendo coisas novas
Como meu plano é seguir ignorando a faculdade o tanto que possível, quero em paralelo a isso aprender coisas novas que fazem mais sentido comigo hoje. Talvez entrar em um curso de escrita criativa, aprender edição de vídeo, treinar meu inglês, aprender marketing digital e o que mais for possível. Eu amo aprender! Eu amo estudar! Esses amores se perderam, mas quero recuperá-los.
Foco no mestrado (gata acadêmica)
Sim, eu sei. No ensino médio eu estava odiando a escola e depositava minhas esperanças na faculdade – agora eu odeio a faculdade e deposito minhas esperanças no mestrado. É, ridículo. Mas não fui eu quem fez esse sistema, então estou apenas dançando conforme a música! Posso estar enganando a mim mesma, e que seja! Quero continuar me imaginando no mestrado de divulgação científica fundando minha própria revista e meu podcast. Por favor, se preparem, pois chegarei arrasando.
Bom, acho que por hoje é só, amigas! Espero ter ajudado vocês de alguma forma.
Se você me acompanha no Instagram, deve saber que viajei com meu belissímo namorado João Breder do blog Cripta do Conhecimento para São Paulo, com o objetivo de participarmos da DOFF.
Caso você seja uma pessoa normal e não conheça esse evento, a DOFF é um evento nerd. Muito nerd. Nerd do tipo que pinta miniaturas de RPG, joga RPG e gasta muito, muito dinheiro mesmo, em jogos de tabuleiro. Bem, nada contra esses nerds. Aliáis, eu não falei ainda, mas o João estava indo ao evento como mestre de RPG da Arena do evento. Então, nós somos os nerds. Ok, a gente não gasta tanto dinheiro em jogos de tabuleiro por enquanto porque, pasmem, não temos 800 conto sobrando sempre.
Nesse fim de semana de viagem pude conhecer vários nuances de nerds. Sai da minha bolha e conheci um mundo diferente, o que é bem inspirador. Decidi compartilhar pela primeira vez um registro detalhado do meu passeio… quem sabe eu também não registro aqui os próximos?
Antes da viagem
Na semana que antecedeu a viagem, eu estava extremamente tensa e estressada. Eu tinha muitos motivos para isso:
Estamos de mudança, o que significa que meu apto está se tornando inabitável pouco a pouco. Isso me deixa beeeem irritada.
Tinha exatamente R$6,66 como limite no cartão de crédito. Além de estar sem grana, também estava levando o número da besta – o que deve dar azar.
Meu gatinho Edgar Allan Poe está doente com uma dermatite que deixou ele praticamente sem pelo. Já iniciamos o tratamento com uma dermatologista, mas eu ainda estou nervosa quanto a isso.
Minha mãe estava com dores intensas e precisava de ajuda. Me senti culpada por sair enquanto ela estava mal.
Precisei pedir liberação do trabalho. Ah, mas você é filha da chefe! Isso torna tudo mais simples! Mas na realidade, eu fiquei com peso na consciência de estar deixando minha mãe e minha patroa na mão ao mesmo tempo, bem no feriado em que teríamos muito movimento. Eu sou ou não sou um ser humano terrível?
Mesmo com esses motivos, eu também tinha razões o bastante para seguir em frente e acompanhar meu namorado nesse evento tão importante para ele. Além disso, os planos já estavam feitos há tempos, e talvez eu não devesse me sentir tão mal assim por ir me divertir um pouco… né? Comprei snacks, fiz minha mala, e embarcamos no ônibus. Durante os primeiros 50 minutos do trajeto, li “Falando o mais rápido que eu posso” de Lauren Graham. Nas horas seguintes, dormimos.
Dia 1 do evento
A primeira coisa que chamou minha atenção no evento foi a quantidade de pessoas. Eu odeio lugares cheios, e meu deus, que superlotação! Fiquei nervosa algumas vezes e me sentindo presa. Mas, ainda assim, era tudo novidade e queria viver o evento ao máximo.
Sabe aqueles nerds estereotipados que a gente vê em filmes de high school estadunidense? Bem, sinto muito em dizer que eles existem! Me surpreendi com essa descoberta. Quer dizer, eu sempre tive uma quedinha em nerds e felizmente encontrei o meu… e parece que o meu nerd é um dos últimos nerds cheirosos e limpinhos que existem. Corram, meninas! Essa espécie está em extinção!
Não quero aqui ofender ninguém, mas sinceramente, alguns realmente pareciam estar há alguns dias sem tomar banho. E além disso, em uma das palestras um cara do meu lado tirou da mochila uma coca de dois litros e bebeu ela como quem está bebendo água. Juro! Vi isso com meus próprios olhos! Acredite em mim!
No meio de tudo isso, ficou muito escancarado para mim que o mundo do nerd é um mundo masculino. Havia bem menos mulheres ali, e muitas das que estavam pareciam apenas estar acompanhando. A notícia boa é que as meninas que realmente pareciam nerds de verdade, eram limpinhas!
No dia 1, gastamos todo o nosso orçamento com compras. Visitamos o Indie Valley, fomos em vários stands de editoras de RPG e olhamos alguns jogos de tabuleiro. Vou falar das comprinhas em detalhes mais tarde. Assistimos palestras inspiradoras sobre RPG que me deram dicas valiosas sobre contação de história e fluxo de criatividade. Uma pena que já não me lembro mais de nada! Em 2025, espero que levar um caderninho.
Por último, assistimos a premiação chamada Goblin de Ouro. Foi divertido ver nerds felizes e torcendo pelos seus favoritos. Mas o ponto alto foi a vitória de duas podcasters… ao receberem o prêmio, uma delas começou a compartilhar o peso em seu coração a respeito da tragédia do Rio Grande do Sul. Seu discurso foi um convite a todos que se envolvessem politicamente em pautas climáticas. Me arrepiei e quase chorei junto delas. Sinceramente, esse episódio me inspirou demais e vai marcar meus próximos passos.
Ao término do evento, foi a hora de turistar. Eu havia pesquisado sobre uma hamburgueria de temática retrô, então fomos conhecer. O ambiente é uma graça, o preço era bom. Meu hamburguer estava uma delicia e nossas bebidas bem refrescante. Voltaria lá mais vezes!
Dia 2
No segundo e último dia, já estava mais acostumada com o tumulto. Chegamos mais cedo, pois era o dia do mestre flame reaper brilhar. Montamos a mesa, eu li sobre meu personagem (a nerdola cheirosa aqui joga também!) e tirei umas fotos. Isso tudo antes do evento abrir para o público geral! Pois é, somos importantes… entramos na entrada da imprensa! heheh
O João provavelmente vai contar mais sobre isso para vocês lá no blog dele, mas o One Shot que ele escreveu foi inspirado em um pesadelo que eu tive (aparentemente vou precisar começar a patentear meus pesadelos! hahahah). Não vou contar qual é da história – os curiosos terão que ler no Cripta e descobrir por si mesmo. Minha personagem era uma clériga anã, devota de um deus dragão. Ela também fazia pãezinhos para órfãos. O nome dela era Dorotha Pão-Fresquinho.
Uma menina estava tendo seu primeiro contato com RPG na nossa mesa, e foi divertido ver ela fazendo mil perguntas. O problema foi que ela parecia muito interessada no meu nerd cheiroso. Ei, esse tem dona! Vá procurar o seu, e boa sorte!
Nesse dia não tínhamos mais dinheiro para comprinhas, então ficamos só perambulando, jogando alguns jogos e assistindo palestras (confissão: dormi em uma delas. Desculpe!). Foi nesse dia que consegui um autógrafo do Leonel Caldela, que me deu bônus para matar monstros no Tormenta 20. Eba!
Tivemos mais sorte do que no dia anterior com o almoço. Fomos até uma padaria onde comemos batata frita e tomamos coca-cola (já estava virando um deles!).
De noite, após o término do evento, se aproximava o momento de voltar para casa. Eu estava ansiosa para esse momento, só queria dormir! Nada melhor que pegar no sono no ônibus de viagem, amigos.
Roupinhas
Outra coisa que aprendi no fim de semana em São Paulo foi que os paulistas tem bom gosto. Pela manhã, uma moça no hotel elogiou minha roupa. Obrigada, meu bem! Eu sei que estou linda! Mais tarde no mesmo dia, uma menina que conheci na fila do banheiro feminino elogiou meu cabelo. Ah, obrigada! Fico feliz que tenha reparado. Esses inúmeros (dois) elogios, me impulsionou para escrever esse trecho sobre minhas roupas.
No dia 1, apostei no look nerdola. Vesti minha jardineira jeans larga, que me faz ficar mais baixinha e gordinha do que já sou, e ainda assim eu fico linda nela. Enchi ela de bottons (alguns eu comprei no próprio evento e abotoei na hora!). Estava com uma blusinha de gola alta amarela e meus famosos brincos do Efalante. Ah, acabei de lembrar que nesse dia elogiaram minha tatuagem de gatinho! Sim, sim, eu sei. Essa tatuagem me deixou muito mais gata do que eu já era antes, obrigada por reparar. Me maquiei com um degradê de amarelo e rosa e fiz um delineado de gatinho.
No dia dois, minha preocupação era ficar confortável, já que ficaria com aquela roupa durante toda a madrugada. Mas ainda assim, vesti uma blusa linda de xadrez verde com uma calça jeans confortável. Na orelha meus mais novos brincos de asa de fada e um delineado simples preto no olho. Meu cabelo estava especialmente radiante.
Comprinhas
Aqui vai uma lista do que eu comprei/ganhei do João no evento:
Um poster de 90cm que mostra flores brasileiras… vai ser uma ótima decoração para o meu novo quarto!
Um livro sobre Plantas Antibióticas. O livro é belissimo e quero muito ler. Me apaixonei pelo fato da autora ser uma jornalista herbalista. Pena que a capa foi feita por IA!
Adesivos brilhantes. Fiz uma promessa para mim mesma há um tempo atras de nunca mais economizar nos adesivos. Passei toda minha vida escolar sem usar meus adesivos que vinham nos cadernos, e posso te garantir que seria mais feliz se tivesse usado. Por isso, hoje eu compro (e uso!) adesivos.
Brincos divertidos. Bem, agora temos mais opções de brincos que traduzem muiteza! Pois é, entrou na coleção um brinco de asas de fada, um brinco de poção mágica e um do Jack de O Estranho Mundo de Jack.
Coldre de livro. Você sabia que algo assim existia? Eu não, e amei! É um negócio que encaixa no seu cinto, aí você pode carregar livros pendurados na sua calça! Ok, falando assim é meio estranho, mas eu juro que é super legal e muito estiloso.
Jogos educativos. Cara, isso foi sensacional. João me deu de presente e eu estou simplesmente apaixonada. Vou deixar para falar deles mais tarde, mas eu amei!
Bottons de RPG. De druida e clérigo, minhas classes favoritas.
Botton e print de vacina. O Zé-Gotinha dando um mata-leão num negacionista? Isso vai para a minha parede com certeza!
Inspiração
Ok, eu não esperava por isso quando sai da minha cidade para ir a um evento nerd, mas tenho que admitir: foi muito inspirador! Primeiro porque, o simples fato de sair da rotina, furar a bolha, ir a um lugar diferente… isso já é super inspirador! Mas lá na DOFF, encontrei algo que fez brilhar novamente a estrela da Divulgação Científica que existe no meu coração.
Caso você ainda não saiba, eu fundei uma liga acadêmica na faculdade. É de Divulgação Cientifica, coisa que sou apaixonada. O problema é que a faculdade (e tudo relacionado) vem perdendo a magia pra mim. Estou me esforçando para voltar a me empolgar por assuntos que antes eu naturalmente vibrava. Esse ano estamos fazendo um estudo sobre gamificação e divulgação científica, então tenho estado atenta a esses assuntos. Por isso, fiquei muito entusiasmada quando encontrei, não um, mas três criadores independentes de jogos que fazem divulgação científica!
Ver pessoas diferentes se arriscando e fazendo coisas inovadoras, trilhando caminhos que podem parecer confusos, ajudando pessoas a educarem outras pessoas… isso é tão lindo!
Em um dos jogos, as meninas que criaram são designs que ficaram sensibilizadas durante a pandemia e criaram um projeto para explicar para as pessoas sobre doenças e sistema imunológico. Os jogadores são as doenças e precisam matar o humano. Genial!
Em outro jogo, o objetivo é criar cidades sustentáveis. É preciso equilibrar a economia e reduzir o carbono… ao fim da rodada, o jogador precisa enfrentar um desastre ambiental. As cidades melhor planejadas são as que melhor atenuam os efeitos. Acho que esse foi o que eu mais gostei! Vou precisar jogar com o meu pai e tentar mais uma vez convencer ele que o aquecimento global existe.
Também fui inspirada em outros campos além do científico. RPG é em si é um tema muito criativo e divertido, e foi bem legal ouvir as palestras. Mas nossa conversa fica por aqui.
Sou muito grata por esse fim de semana que me surpreendeu e me tocou de várias maneiras.
Ok, eu não faço ideia de como vai ser esse texto. Gosto de pensar nesse espaço como sendo um lugar livre de julgamentos… então se você pretende me julgar, guarde para você.
Vamos falar de assuntos sérios, seríssimos. Vou tocar em assuntos sem quase nenhum conhecimento sobre eles, então por favor, não confie nas minhas palavras.
Boa parte da minha pré adolescência e adolescência eu fui uma otária. Eu nem gosto de falar sobre isso – se pudesse taparia essa época como se fosse um lixo radioativo. Mas, é claro, não temos como mudar o passado… por isso, preciso encarar minhas fotos vestindo a camisa do Brasil e fazendo arminha (SIM GENTE, SIM!) e seguir a minha vida.
Pelo bem da minha saúde mental, eu costumo me defender para mim mesma argumentando: ora, eu nem tinha o cérebro totalmente desenvolvido naquela época! E adolescentes são influenciados pela família, pelas redes socias… pipipi popopo… eu sou a coitada da situação!!! Tenham pena de mim e do meu passado!!!
Sempre me pego refletindo a respeito do fato de que tudo bem tirar foto com a arminha no passado, MAS MEU DEUS DO CÉU POR QUE QUE AS PESSOAS AINDA ESTÃO NESSA VIBE??????? Sério, eu acho tão tão tão tão vergonhoso. E me recuso a pensar que essas pessoas, SABENDO DE TUDO QUE ACONTECEU ATÉ AQUI, são tão coitadinhos quanto a Bia adolescente foi. NÃO, ELES NÃO SÃO OS COITADINHOS!!!
Por coincidência, enquanto eu escrevia esse texto, presenciei uma horrorosa conversa de duas crianças que citavam frases de posicionamentos políticos completamente duvidoso. Eles também são vitimas da situação. Pobres crianças!
Outro dia estava jogando conversa fora com uma colega. Ela me disse que foi parada por uma pessoa em condição de rua que pediu que ela comprasse uma caixa de bala para ele vender no sinal. Ela disse que não compraria e mandou ele ir trabalhar. MONA, ELE TAVA LITERALMENTE TE PEDINDO PRA AJUDAR ELE A TRABALHAR!!!!! Sério, bora parar de ser otário? Isso me lembrou de uma notícia de tempos atrás em que o governo de sp colocou pedras sob viadutos e outros lugares onde ficavam pessoas em situação de rua para que eles não tivessem lugar onde ficar. O problema não é a desigualdade e pobreza extrema, o problema é essa pobreza ficar diante dos seus olhos. E assim, escondendo a pobreza da classe média (que se acha rica), ninguém fica incomodado e nada muda.
Outro papo de otário (e esse eu me orgulho de nunca ter caído): “não acredito no aquecimento global!”. Sério, quando as pessoas vão entender que a ebulição global não é algo tipo o papai noel em que você pode ou não acreditar. Para um pouco para pensar na temperatura extrema que tem feito! Ou nas doenças estranhas se espalhando! Ou nos insetos sumindo!
Quando eu era criança, eu vivia rodeada por joaninhas. Capturava elas em um pote de maionese e colocava plantinhas para elas comerem. Consegui juntar tantas que um dia decidi fazer uma competição com elas para ver qual seria a mais rápida. Montei uma pista com obstáculos e abri o pote. Aconteceu o óbvio: todas elas saíram voando e eu nunca mais as vi. Até hoje não sei qual delas era a mais rápida. E qual foi a última vez que você viu uma joaninha? Bem, talvez elas estejam apenas se escondendo de mim, já que prendi elas no passado…
De qualquer forma, se você “não acredita no aquecimento global”, pode ser que você seja meio burro. Sinto muito por estar te contando isso.
Comecei esse texto por que queria entender melhor meu posicionamento sobre as coisas. Acho que tô meio no estilo Manu Gavassi: meu posicionamento político é um laço no cabelo e bom senso crítico. No fim das contas, eu só quero ser uma pessoa boa – acho que essa é minha máxima política.
Acho que todo mundo seria mais feliz com uma pequena fazenda, uma vaquinha mimosa, vegetais sem agrotóxicos e sol na cara bem cedo. E é por isso que jogo Stardew Valley.
Meu Deus, quanto tempo eu não escrevo para vocês! Estou morrendo de saudades de publicar aqui – e é uma saudade boa, não uma cobrança… e isso é extremamente positivo.
Nesse meio tempo em que não estávamos nos vendo, completei vinte anos. É amigos, sou definitivamente uma jovem adulta. Palmas para mim! Queria escrever um texto bonito e reflexivo sobre isso, mas na verdade eu tô com preguiça… hoje quero escrever algo divertido e para meninas (minha própria coluna da Capricho! hihihi).
Como o título sugere, vou compartilhar com vocês, amigas, o meu glow up (imagine estrelas rosas nessa expressão toda vez que ela aparecer).
O mês de abril foi uma loucura: tive provas, aniversário e um profundo desanimo/revolta com meu curso. Como trancar a faculdade não pode ser a solução, eu vou focar em outras coisas. Me senti “apagando” e me perdendo por conta do curso, por isso decidi que em maio me esforçaria para mudar as coisas. Aqui estão algumas mudanças para o meu glow up (mãos de jazz e estrelinhas).
Lista do glow up
Criar um cronograma capilar – Isso eu já comecei a fazer e já estou vendo resultados! Meus cachos estão lindinhos. Alegria!!!
Cuidar da minha pele – Quem me vê pessoalmente (e até pelo instagram) sabe que ultimamente meu rosto está cheio de espinhas e manchas vermelhas. Eu não uso maquiagem para o dia a dia, então me incomoda muito ver meu rosto desse jeito. Já marquei o tratamento hihi. Também me incomoda algumas manchas escuras pelo corpo… Meta: marcar uma dermato!
Fazer 10 minutos de exercício físico todos os dias – o mês de maio promete ser caótico, mas ainda assim quero tentar me tornar ativa. Não sei se vai funcionar, mas vou tentar.
Fazer minha própria unha – fazer a unha é algo que eu odeio. Nunca fica bom e eu sempre me estresso no processo e acabo tirando todo o esmalte e preferindo desistir. Mas, em uma conversa com uma amiga, ela me contou o quanto esse momento de fazer a unha é relaxante para ela… assistindo um filme e testando coisas diferentes. Esse relato me lembrou que eu também odiava cozinhar – e o processo de aprender e gostar foi muito prazeroso! Por isso coloquei essa meta. E sempre gostei muito de art nails… será mais um desafio para o mês.
Não menosprezar minha beleza – ui ui ui, que tópico empoderado! Pois é, cansei de deixar minha beleza em último plano. A partir de agora está permitido: gastar dinheiro sem culpa com a minha própria beleza, fazendo sobrancelha, depilação a laser e o que mais for necessário para me fazer mais feliz no meu corpo; fazer maquiagem para o dia a dia, atenuando imperfeições e ressaltando meus traços. Também tá permitidíssimo comprar acessórios, makes, esmaltes e todas essas coisas do mundo de meninas mulheres que por muito tempo achei fútil.
Acho que já chega da lista de coisas estéticas. Bora para a segunda (mas não menos importante) parte do glow up.
Glow Up na rotina
Para brilhar de verdade, eu preciso começar a entender o que tem de errado na minha vida hoje que me faz ficar tão desanimada e frustrada. A resposta não pode ser simplesmente “faculdade” porque já entendemos que isso é algo que não posso mudar. Então vamos pensar em como tornar essa fase da vida menos chata, afinal a faculdade não ocupa mais a parte central da minha rotina.
Ter mais tempo de qualidade sozinha. Eu AMO ficar sozinha e PRECISO desses momentos pra ficar bem. Ler um livro, andar de bicicleta, assistir um filme, cozinhar… meu Deus, eu amo ficar sozinha! Tenho tido pouco tempo para isso, mas tá na hora de encontrar esse tempo.
Voltar a ir para a igreja. Que saudade sinto dos momentos de louvor, dos meus amigos, das reflexões e da espiritualidade! Acredito muito que somos seres espirituais, e esse tópico sempre foi importante na minha vida. Mas desde a metade do ano passado, essa área vem sendo deixada de lado. Quero recuperar isso aos poucos.
Ter uma rotina de escrita. Nesse momento, estou em um café com o notebook, batendo os dedos no teclado. Me esforcei para sair da cama e vir para cá, mas estou grata que fiz isso. Eu quero ser escritora e viver do que escrevo! Para isso, preciso praticar. Toda a semana me obrigarei a sair para escrever, nem que seja apenas um parágrafo. Me recuso a continuar ignorando meus sonhos.
Estudar formalmente comunicação. Eu quero ser uma comunicadora da ciência. Quero estudar e crescer nesse sentido, então porque não começar agora, uma vez que o conteúdo da faculdade está me espantando? Assim eu estudo alguma coisa importante de verdade para mim, e não simplesmente para tirar boas notas. Posso ler livros sobre comunicação, fazer cursos, assistir aulas gravadas… as possibilidades são vastas e me sinto com sede desse conhecimento.
Voltar a me aproximar da divulgação científica. Por conta do desanimo com o curso, me afastei inclusive daquilo que é importante para mim. Claro que isso piorou as coisas… vou me esforçar para ter novamente o carinho com a Liga Acadêmica de Divulgação Científica que presido, e também com minha página Mendel Once Said que ficou completamente abandonada.
Acho que basta de glow up por enquanto. Até porque nem sei como arranjarei tempo para tantas coisas! Acho que nada precisa ser perfeito… mas vou ficar satisfeita se pelo menos começar essas mudanças e mantê-las no básico. O foco vai ser cuidar melhor de mim e parar de chorar com a faculdade (difícil, viu?).
Espero que o mês de maio seja encantador para vocês. E que esse texto tenha te inspirado a cuidar melhor de si nessa fase da vida.